BEDA #24 – Meta de leitura: Persuasão

Olá pessoas, tudo bem?

Ainda tem um pilha de livros para comentar por aqui. O de hoje, corresponde ao desafio do mês de Junho: leia um romance.

Inicialmente eu tinha escolhido “Os Filhos de Húrin”para ler. Ao concluir a leitura, percebi que minha escolha não poderia ter sido mais desastrosa, já que a obra trata-se de uma tragédia, aheuaheuhae.

Então, voltei-me para a amada pilha de livros da Jane Austen, e escolhi o Persuasão. Segue abaixo a sinopse marota do Skoob.

IMG_20160622_122602“Anne Elliot, a heroína de Persuasão, é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobiliárquico e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha britânica, reflexões, conjunturas e arrependimentos são inevitáveis.
Concluído um ano antes da morte de Jane Austen e publicado postumamente, seu último romance, que contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos – e de se segui-los. Com toda graça, humor, leveza, ironia e ousadia de estilo de suas obras mais conhecidas, Persuasão, originalmente publicado em 1818 num mesmo volume com A abadia de Northanger, é uma bela despedida daquela que pintou a vida e as agruras femininas em uma sociedade patriarcal como nunca antes e nunca depois.”

Tem como amar cada vez mais essa mulher? Tem como? Se eu adorei “Razão e Sentimento”, posso dizer com toda a segurança que consegui amar ainda mais “Persuasão” (eu sei, eu sei, são opiniões completamente parciais sobre uma entusiasta da obra de Miss Austen).

Dessa vez Anne Elliot, a protagonista de “Persuasão”, apesar de ter duas irmãs não possui o apoio e companheirismo dos quais Elinor, em “Razão e Sentimento”, e Elizabeth, em “Orgulho e Preconceito”, tanto usufruíram.

Anne é a filha do meio. E desacreditada, sob muitos aspectos. Elizabeth, a filha mais velha só pensa em si e em aparências, grande apreciadora de bajulações. Mary a filha mais nova, casa-se antes de todas as irmãs, com um pretendente rejeitado anteriormente por Anne e, só sabe reclamar o livro inteiro. Se em “Orgulho e Preconceito” temos a incansável e igualmente irritante Sra. Bennet, em “Persuasão”temos o pai de Anne, Sir Walter Elliot, que em muito a supera em superficialidade e potencial para irritar o leitor.

Por fim temos Lady Russell, pivô do conflito inicial da história. Lady Russell persuadiu (RÁ!) Anne aos 19 anos, a deixar de se casar com Frederick Wentworth, por quem estava apaixonada, basicamente porque ele não tinha onde cair morto e amor não enche o prato.#prontofalei

Aí vocês me dirão: bah, mas essa Anne é uma influenciável e tal. Bom, primeiro que dona Anne tinha a auto-estima de um rodapé (felizmente isso vai melhorando ao decorrer do livro). Depois tem aquela família maravilhosa (sim, bazinga) a apoiando (-sqn). E casamento era uma das poucas alternativas de sustento de uma mulher naquela época (sim, triste, também acho). Somado a isso, a mãe de Anne havia falecido, ficando a Lady Russell com a responsabilidade de protege-la e orienta-la. E aí a m**** estava feita.

Agora Anne está com 27 anos, uma velha solteirona para os padrões da época (e para aquela sua tia que sempre pergunta e os namoradinhos?). E Frederick está de volta. Capitão da Marinha, em busca de um casamento. Então, devido a amigos em comum (irmã, cunhado, irmãs do cunhado, papagaio,periquitos…) acontece aquele encontro constrangido com o ex e a convivência forçada subsequente.  E a história começa a se desenvolver com situações por vezes engraçadas e diálogos muito bons. Anne e sua postura blasé nos cativam, perante aos diversos eventos inusitados e mal entendidos.

Recomendo “Persuasão” para quem quer ler um romance que saia do lugar comum, daquele início dos pombinhos apaixonados e tal.

Boa leitura e até amanhã!

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