Meta de Leitura – O Ladrão de Raios

Olá pessoas, tudo bem?

Essa postagem deveria ter sido feita em fevereiro né, só que …cof cof, concurso, projetos e tal…enfim, cá estamos com a leitura do desafio literário do mês de fevereiro que deveria ser “leia um livro que virou filme”. Pois é, e a bola da vez foi “O Ladrão de Raios“, o primeiro volume da série “Percy Jackson e os Olimpianos”. Segue aí a sinopse do Skoob:

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“Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.”

Bom, tenho três coisas a falar a respeito de Percy Jackson: a primeira é que meu primeiro contato com a história foi com o filme. E, apesar de eu ter gostado de “O Ladrão de Raios”, fiquei com aquela sensação de algo faltante. Por outro lado, sou apaixonada por mitologia grega e qualquer mídia que venha a abordar o assunto (e porque não, populariza-lo) me é bem vinda. A terceira coisa é que, depois de uma onda recente e super explorada de Harry Potter, heróis pré-adolescentes passam a ser vistos com uma maior cautela e com um olhar mais crítico.

Agora vocês entendem o turbilhão de emoções pelo qual eu passei ao pegar o livro para ler. Vem comigo e , cuidado com os spoilers.

 O livro me surpreendeu positivamente, mas de uma forma tão intensa que eu nem sei por onde começar a comentar. A narrativa é leve e envolvente (e quando você vê, o livro já acabou – snif). Tenho que mandar um imenso joinha e muito obrigada para o Rick Riordan pelo cuidado que teve em adaptar a mitologia grega para os dias atuais.

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foram os títulos dos capítulos, que são muito bem humorados.

Quanto ao protagonista, Percy não é um garoto comum. Na verdade ele é até bem encrenqueiro para a pouca idade que tem. E, pensando nas situações pelas quais Percy passa durante livro, achei até compreensível aumentarem a idade dele no filme. Sei lá, vai ver acharam que seria uma má influência colocar um menino de 12 anos com seus dois amigos atravessando os Estados Unidos sozinhos e se metendo em altas confusões jogando no cassino vidaloka e tal. Percy não dormia no armário embaixo da escada, mas convivia com um padrasto desrespeitoso e abusivo que é uma situação que se aproxima muito mais com a realidade de algumas crianças. A forma como a relação de Percy com sua mãe é mostrada também é muito interessante. Eles são amigos e aliados.

A vida de Percy não é um moranguinho encantado. Além do padrasto e de ter dificuldades de aprendizado por ser disléxico, ainda tem que lidar com os valentões da escola (e palmas por mostrarem que meninas também podem ser valentonas toscas, como a Clarisse). Nessas horas, até que não é má idéia descobrir que é filho de Poseidon, né?

Apesar de Percy ter problemas com sua estrutura familiar, e também ter como amigos uma menina muito inteligente (Annabeth) e um amigo que é o alívio cômico (Grover), não vejo maiores semelhanças com Harry Potter. Senão, sinto muito, mas todas as histórias que tratam da jornada do herói terão de ser consideradas metaplágios (adoro inventar essas palavras muito loucas). E não tinha jeito de Annabeth não ser inteligente, poxa vida, ela é filha de Athena (aliás, adorei as referências à arquitetura e às aranhas).

Eu amei a maneira como diversos personagens apareceram, como as Fúrias, as Moiras, Quíron, Dionísio, a Medusa, Equidna, e principalmente Procrustes (como uma pessoa que trabalha com morfometria geométrica não vai amar aquela aparição de Procrustes – ou “Crosta” – no livro, com direito a camas para medir o povo e tudo o mais?). Por outro lado, esperava mais de personagens como Hades e Luke (que espero que tenham sido melhores explorados nos volumes seguintes).

Tem detalhezinhos que são pérolas como a punição de Dioniso, as tentativas de Hefesto de ridicularizar o casal de amantes e a zoeira com o american way of life, retratada por Ares.

” – Não pode fazer isso – disse a Ares – Não pode ameaçar as pessoas com uma faca.
Ares riu.
– Está brincando? Eu adoro esse país. Melhor lugar, depois de Esparta. Você não anda armado, otário?” 

Chega, desse jeito vou falar o dia inteiro sobre a história. Provavelmente se o tivesse lido quando criança, “O Ladrão de Raios” teria se tornado um de meus livros preferidos. Se “Eragon” comecei a ler com grandes expectativas e acabei me decepcionando um pouco,  “O Ladrão de Raios” provocou exatamente a sensação contrária. Estava receosa com a leitura, e agora não vejo a hora de devorar os demais livros da série.

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4 comentários sobre “Meta de Leitura – O Ladrão de Raios

  1. Preciso tomar vergonha na minha cara e continuar a ler a série, Parei logo no primeiro e lendo sua resenha fez com que eu sentisse vergonha de mim mesma ahuahuhau

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