Meta de Leitura – Eragon

Olá pessoas,

último dia do carnaval e eu aqui falando da minha meta de leitura DE JANEIRO. Mas para que servem cronogramas mesmo, não é? Para lembrar que estamos atrasados e ficarmos desesperados depois. Bom, dada à corrida atrás do coelho branco da minha vida profissional que tenho operado no último mês (e creio que ainda nos próximos), o desafio “comece uma trilogia ou série” ficou bem negligenciado. Mas enfim, conclui a leitura de Eragon. Segue a sinopse da Livraria Cultura para vocês:

IMG_1956.JPG“Primeiro volume da ‘Trilogia da Herança’, de Christohper Paolini, ‘Eragon’ é uma história com dragões e elfos, cavaleiros, luta de espada, revelações e uma linda donzela. Paolini utiliza o norueguês medieval para a linguagem dos elfos e inventa expressões específicas para os anões e os urgals, visando dar veracidade ao lendário reino de Alagaësia, onde a guerra está prestes a começar. O protagonista é um jovem de 15 anos que, ao encontrar na floresta uma pedra azul, polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império. A vida de Eragon muda radicalmente ao descobrir que a pedra azul é, na realidade, um ovo de dragão. Quando a pedra se rompe e dela nasce Saphira, Eragon é forçado a se converter em herói. Empunhando apenas uma espada e seguindo as palavras de um velho contador de histórias, Eragon e o leal dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos das trevas em um Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.”

Com essa sinopse nem tem muito o que falar, hehe. Mas vamos às minhas impressões (e CUIDADO, pode conter spoilers). Parece uma bobagem, mas se tem uma coisa que eu valorizo num livro de fantasia que me apresenta um mundo novo é um mapa decente desse mundo, e Eragon ganhou uma estrelinha nesse aspecto (ao contrário de Dragões de Éter e da Trilogia do Matador do Rei, que tem um mapa bem meia boca).

A premissa da história de Eragon é muito interessante. E se você estivesse na sua vidinha normal e de repente aparecesse um ovo de dragão? É muita felicidade para nossos coraçõezinhos. Mas não poderia ser tão simples assim, claro. Claro que esse ovo viraria sua vida de cabeça para baixo e o faria perder entes queridos (porque herói que é herói sempre está naquele estágio de nada a perder). Aliás, espero que os próximos volumes elucidem sobre o passado e os pais de Eragon (além do porque dele ter ganho esse nome).

O primeiro volume do Ciclo da Herança se concentra na descoberta de Saphira por Eragon, na descoberta dele ser um cavaleiro, e na fuga/jornada do protagonista até o esconderijo dos Varden, assim como seu aprendizado com Brom durante esse período. Nesse período Eragon aprende a lutar como um cavaleiro, usar magia e sobre o seu papel como cavaleiro em um mundo em que Galbatorix chutou o balde e ferrou tudo (para não falar em outros termos).

(sobre o verdadeiro nome das coisas: quem leu “O Nome do Vento”já se deparou com esse conceito. Seriam Brom e Elodin amigos? ahuehauehauheua)

Algumas coisas que me desagradaram. Sei que “O Senhor dos Anéis” é uma influência quase que onipresente nas obras de fantasia subsequentes a seu lançamento. Ter a influência é legal. Fazer uma salada mista de influências, assumir a proposta e se divertir com isso também pode ser legal (como em Dragões de Éter). Mas a maneira como Christopher Paolini bebeu da fonte de Tolkien a goles largos me incomodou bastante em alguns momentos da leitura. Os elfos, anões, espectros, a grafia de muitos nomes…às vezes parecia que eu estava lendo uma história que se passava numa Terra Média de um Universo Paralelo.

Mas tem muito mais coisas que me agradaram. Saphira, por exemplo. Dá para levar para casa? Que dragoa fantástica. Gosto da personalidade de Saphira, da forma como ela atribui um pouco (bem pouco) juízo à cabeça de Eragon. Tem outros personagens que conquistaram um cantinho no meu coração, como Obi wan Kenobi Brom, o anão Orik e a bruxa Angela e o Menino Gato. Outro personagem interessante que merece um bom desenvolvimento nos próximos livros é Murtagh. Desde os primeiros momentos em que apareceu no enredo, Murtagh vive salvando a pele de Eragon e no final temos algumas revelações sobre seu passado. Qual será sua postura ante a crise ocorrente em Alagaësia, só os futuros livros dirão.

Eragon é aquele personagem que ainda está sofrendo de “síndrome do mocinho”. Ele é imaturo e faz uma bobagem atrás da outra. É claro que tem que dar um desconto, é só um “piá” de dezesseis anos tentando se adaptar a um contexto completamente desconhecido, dependente da ajuda de outros para crescer (Brom, Saphira, Murtagh, Arya). Ele precisa crescer muito nos próximos livros, ou a história vai ficar intragável. Quero ver quando Eragon será capaz de andar por suas próprias pernas. Também espero que Arya seja melhor aproveitada nos próximos livros.

O livro é bom e me deixou com uma expectativa imensa sobre o que irá acontecer (e tem muito potencial e enredo a ser explorado para isso).

Vamos ver o que o livro de Fevereiro me reserva 😛

P.S. 1: eles demoram a chegar ao esconderijo dos Varden. Mas a descrição do lugar vale muito a pena ;

P.S. 2: Saphira recém saída do ovo se comportando como um gato não tem preço ˆ_ˆ

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10 comentários sobre “Meta de Leitura – Eragon

  1. Poxa, acredita que só assisti ao filme?! PRECISO ler Eragon o mais rápido possível! E, agora, sabendo de mapa e relembrando de todo o mundo fantástico por trás da obra, chegou a hora! \o\ yey! ^^
    Beijos

  2. @Clayci
    Podiam ter feito um filme bem mais caprichado, né? Minha sorte é que como assisti ao filme há muito tempo não interferiu tanto na forma como eu imaginei o livro 😉

  3. @carapinheiroo
    É uma pena mesmo. Fico imaginando como seria o filme do treinamento do Eragon com os elfos. 🙂

  4. Eu li Eragon tem um tempo já e eu não lembro muito bem da história, shame on me, mas lembro que gostei e que o filme é decepcionante rssss pena, perdemos os outros =/

  5. @Chell
    a maior recordação que eu tenho do filme é o Jeremy Irons de Brom e o John Malkovich de Galbatorix, aheuaheheuahe. Poxa tinha tudo para ser um filme bom…

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