Z Nation (e alguns comentários sobre zumbis)

ResidentEvilDirectorsCut
“Bu.”

Confesso que não sou uma grande fã da temática zumbi. Talvez a culpa disso seja aquele primeiro Resident Evil pra Play que eu joguei quando estava na quinta série e levei sustos demais. Somado a isso, não sou uma grande fã do gênero terror. No entanto, acho que desde o lançamento do primeiro filme da franquia Resident Evil em 2002 (que é mais voltado para ação do que para o terror) sofremos uma grande enxurrada com a temática zumbi na mídia, atingindo seu ápice na versão televisiva de “The Walking Dead”.Night_of_the_Living_Dead_affiche.jpg

(veja bem, não estou negligenciando a importância de George Romero. Pelo contrário, se não fosse “A Noite dos Mortos-Vivos” e todas suas obras subsequentes provavelmente não estaria aqui hoje escrevendo esse texto. Quando falei antes estava me referindo à popularização recente.)

Bom, nessa enxurrada zumbi apareceram muitas coisas interessantes (a meu ver). Entre elas, com uma pegada mais cômica podemos citar “Zumbilândia” e “Meu Namorado é um Zumbi”. Já em filmes de ação, poderia falar sobre o “Guerra Mundial Z”, que abordou muito bem a situação de uma pandemia de roedores de cérebros. Em relação à séries, “The Walking Dead”realmente me cativou durante a primeira temporada e acabei criando grandes expectativas em relação ao que viria (e talvez esse tenha sido meu erro). A segunda e a terceira temporada foram arrastadas demais para mim e acabei desistindo de assistir na quarta temporada. Talvez um dia eu me empolgue e volte a assistir…

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Não me entendam mal, é que eu simplesmente parei de me divertir assistindo. E isso é algo essencial quando decidimos assistir algo. Por isso, quando surgiu a oportunidade de assistir Z Nation (cria do Scy-Fy, lançado em 2014) fiquei um pouco ressabiada. Mas acabei dando uma oportunidade despretensiosa ao episódio piloto. E gostei muito.

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Z Nation team. Da esquerda para a direita, em cima: Addy, 10K e Mak. Embaixo: Murphy, Cassandra, Garnett, Warren e Steven “Doc”. Guarde os nomes, você vai gostar deles.

No primeiro episódio já temos uma boa noção do que está acontecendo naquele mundo apocalíptico. Nós temos uma praga zumbi que está rolando há 3 anos, temos testes de vacinas em prisioneiros e finalmente um deles sobrevive. O grande objetivo então é levar esse único sobrevivente a um ataque zumbi (chamado Murphy) para a Califórnia, a fim de desenvolver vacinas e salvar a espécie humana. Wheeeeee \o/ Só que obviamente a coisa vai se complicando pelo caminho.

Paralelo a isso, temos um único sobrevivente em uma base em um posto avançado no Ártico (auto-intitulado “Cidadão Z”) que possui acesso a todas as formas de comunicação restantes e que orienta um grupo de sobreviventes a levar Murphy até a Califórnia. O grupo de sobreviventes não é enorme, mas é composto de figuras carismáticas, como o Doc (que na verdade é um “farmacologista amador” fã de Plantão Médico que faz intervenções cirúrgicas pouco convencionais) e 10K, a versão teenager do Daryl (embora as personalidades sejam bem divergentes nesse caso). Sem falar no Murphy, que tem uma personalidade com algumas semelhanças com nosso bom e velho Dr. House (a parte ruim, claro). Mas preparem-se, a série tem seu lado bem Game of Thrones, então pratiquem o desapego ao assistir.

A tônica dos episódios flutua entre ação, com momentos de comédia e um pouco de drama (afinal, ninguém é totalmente normal durante um apocalipse zumbi). Nos deparamos com seitas fanáticas, zumbis embebidos de gasolina, zumbis chapados, zumbis radioativos e tsunami de zumbis (com direito a piada sobre “Sharknado”). Ou seja, zumbis para todos os gostos. É claro que a série tem alguns pontos fracos, principalmente quando modificam muito as motivações e atitudes de um personagem sem muita coerência (assistam e tirem suas conclusões), mas o conjunto vale a pena ser assistido pela diversão. Terminei de assistir aos 13 episódios da primeira temporada e não vejo a hora de começar a assistir a temporada seguinte (mas sem criar tanta expectativa dessa vez). 😉

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