Coisas para fazer antes dos 30: mestrar uma campanha de RPG.

Olá pessouas e pessouos (e seres extraplanares que eventualmente estejam lendo esse texto), tudo bem?

bc6815fbf48d72331c6dc01a3f8829e9Há eras eu ando com muita vontade de jogar RPG, mas por n motivos não jogava (sendo o motivo principal não ter grupo, ahahaha).  Aí que num belo dia da semana passada meus amigos do ensino médio vieram com uma idéia de jogar RPG via Whatsapp. Eu quase caí da cadeira quando li aquilo. “É isso mesmo, produção? É possível?!” Mas daí me empolguei e já era. O experimento via Whatsapp ainda não começou (tem que definir uma metodologia, afinal de contas) e sinceramente sou um tanto cética quanto ao sucesso de tão inusitada ferramenta para tal.

Mas a questão não é essa. Falar sobre jogar RPG no Whatsapp reavivou minha saudade de jogar RPG de mesa. A verdade é que nunca fui uma jogadora assídua, normalmente jogava nas férias de verão (e quando dava). Depois joguei esporadicamente no período da faculdade e o fato é que nunca foi algo muito compromissado.

dungeons_and_dragons3Tive contato com alguns sistemas. O que mais me familiarizei foi o D&D (AD&D para ser mais exato). Mas também joguei Storyteller, GURPS (que foi uma experiência tão marcante que não me lembro direito) e 3D&T (que se por um lado é simplista demais, por outro é versátil a ponto de te permitir mestrar uma campanha de Harry Potter durante as aulas de português – crianças, não façam isso em casa, nem na escola).

Independente da familiaridade com regras de sistemas de RPG (que existem para o jogo não virar uma grande fuzarca), acho que a parte mais legal é tu poder reunir amigos e interpretar personagens em diversas situações em mundos fantásticos (ou nem tanto). RPG é essencialmente um jogo sobre imaginação. E quer coisa mais divertida do que contar histórias?

Dada a minha saudade de jogar RPG pensei: vamos fazer um grupo! Comecei a convidar os colegas e laboratório e a idéia foi um sucesso: seis pessoas toparam jogar 😉

Só que temos alguns fatores a serem considerados:

1 – um mestre EXTREMAMENTE inexperiente (no caso, eu);

2 – um grupo grande (6 pessoas), que potencializa a dificuldade do fator 1;

3 – um grupo heterogêneo (com gente que nunca jogou, que só jogou 3D&T, que só jogou Storyteller, que só jogou D&D).

E aí o que fazer? A idéia inicial é bolar uma aventura curta (até porque ninguém vai querer ficar com campanha pendurada no Natal, porque a maioria vai viajar e visitar a família) e introdutória para que os personagens jogadores se conheçam e se familiarizem uns com os outros.

Aí outras perguntas surgem:

Qual sistema usar?  – (vou ter que aprender do zero mesmo…) Pensei no início em 3D&T pela praticidade (feat. tamanho e heterogeneidade do grupo), mas como disse antes, simples demais. Acho que vou morrer no D&D mesmo, porque…

Onde ambientar a aventura?  – …é unânime que todos querem jogar num cenário medieval e ser guerreiro, ou mago, ou ladrão etc. Esse já está resolvido. Mas…

Usar uma aventura pronta ou começar do zero? – É mais prático pegar uma aventura pronta e talvez dar uma adaptada, mas isso implica em pegar um cenário já pronto (como Arton, por exemplo). Por outro lado, poderia fazer uma aventura própria como introdução para uma possível futura campanha (mas daria mais trabalho). Ain, não sei.

Já viram que vou dormir lendo grimórios nos próximos dias. Depois eu conto no que essa aventura resultou.

"Não é porque sou um mestre newbie que vou te deixar fazer isso."
E não é porque sou um mestre novato que vou te deixar fazer isso.
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3 comentários sobre “Coisas para fazer antes dos 30: mestrar uma campanha de RPG.

  1. Ju, grupo grande é mais legal para mestre inexperiente. Num grupo maior é mais fácil acabar acontecendo interações entre os jogadores, tirando um pouco da responsabilidade das costas do mestre.

    Também gosto de grupos diferentes, onde nem todo mundo é rato de porão da livraria de RPG mais próxima. Eu acho que ajuda a dar uma nova vida às tropes batidas do RPG, te faz dar mais atenção a situações que num grupo mais experiente seriam ignoradas. Ao invés de “daê, vocês viraram a esquina e tem 10 goblins, rolem iniciativa” dá pra descrever como após dobrar o canto do túnel tudo estava escuro, mas de longe, se você apurar bem a vista, dá pra ver uns pontinhos vermelhos no negrume, que devagar vão virando olhos, olhos acompanhados de um rosto verde e achatado, uma criatura pequena mas que não parece nada inofensiva com todos aqueles dentes e brandindo uma espada curta enquanto corre em sua direção. Rolem iniciativa!

    Agora eu fiquei com saudades de jogar RPG!

  2. Bah Marcus, teu comentário sobre grupo grande me deixa mais aliviada, hehehe. Ainda mais pra mim, que acho que RPG é 80% contar história + roleplay e 20% de “ah é, tem que rolar os dados”. Ah, dá um jeito de juntar um pessoal ai para jogar, nem que seja só tu e a Mel. Aliás, quando sai o próximo ep. do “Fun with Books”? 🙂

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