Livros e música – Um estudo de caso

Haha, lendo esse título parece um post mega pretensioso, com cara de tese. Mas não é o caso, é só para contar para vocês um “causo” que ocorreu comigo entre ontem e hoje. É também sobre essa maravilhosa comunhão entre livros e os compositores que os amam e homenageiam.

Aviso: é provável que alguém diga “dã, que retardada, como ela não sabia disso”, mas eu sou distraída mesmo 😛

Bom, tudo começou com essa música do Blind Guardian, “Traveler in Time”. Eu adoro essa música, é uma das minhas preferidas ( é do “Tales of Twilight World”, de 1990). Mas como boa brocoió que sou:  1) sou completamente envolvida pela melodia de uma música a ponto de esquecer que ela tem letra; e 2) se a música for em inglês, aí f**eu.

E estava lá eu bem feliz ouvindo hoje de manhã  enquanto trabalhava, quando comecei a prestar atenção na letra. Daí rolou aquele momento “não, pera…eu sei do que isso se trata!”

“The holy war’s
waiting for
the morning sun (3x)
The morning sun of Dune
there’s no tomorrow
the apparation of this land and it’s dream
makes me feel I’ve seen it before
I can taste there’s life
everywhere you can find
in the desert of my life
I see it again and again

And again, again, again, again
dark tales has brought the Dijahd
like whispering echos in the wind
and I’m a million miles from home

Traveler in Time
knowing that there’s no rhyme

The morning sun is near
first light of dawn is here
the morning sun is near again
The Fremen sing that
their kingdom will come
and I’m the leading one
battlefields on our crusade
filled with Sardokaurs
killing machines crying
in raising fear they’re hiding
Where do we go now?
So where is the way?
When I’m a million miles from home

Traveler in Time
knowing that there’s no rhyme

The morning sun I feel
all pain and sorrow
the apparation of my words in these days
makes me feel I’ve told them before
all my plans will come true
I’ll controll destiny
in the desert of my life
I’ve seen it again and again

By my dreams I must find a way
to stop the raging war
I’ve to choose now
I will leave
my body and seek
and time will stand still
when I’ve to leave
my body and find
a way back to the world I love
when I’m a million miles from home

Traveler in Time
knowing that there’s no rhyme”

Suspeitei desde o princípio…..

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Pois é, comecei a ler Duna essa semana. Bem no comecinho. E o livro é ótimo. Jornada do herói, como sempre. Mas eu sou boba e sempre me sinto confortada lendo a jornada do herói, porque eu sou feliz (eu e boa parte da população mundial, senão não tinha tanto sucesso, não é mesmo?).

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Eu estou realmente curiosa sobre o que vai acontecer com Paul Atreides ao chegar em Arrakis. Empolgada como não ficava há tempos…como queria saber o que ira acontecer com Luke Skywalker, Harry Potter ou Bilbo Bolseiro (e acabo de lamentar o fato de não lembrar de nenhuma personagem feminina que tenha marcado, em termos de trajetória, da mesma forma).

Para quem gosta de músicas sobre livros, Blind Guardian é um prato cheio especialmente para as obras de Tolkien, vide “Lord of the Rings” (Tales of Twilight World, 1990) e “The Bard’s Song  – The Hobbit” (Somewhere Far Beyond, 1992). Eles tem inclusive um disco todo baseado em “O Silmarillion”, o “Nightfall in Middle-Earth“, lançado em 1998).

Para os fãs das Crônicas de Gelo e Fogo, também há duas composições no álbum “At the Edge of Time”, lançado em 2010. Trata-se de “War of Thrones” e “A Voice in the Dark” (minha preferida).

E para não falar só de Blind Guardian, também tem uma banda linda e amada do meu coração que adora compor sobre livros, o Iron Maiden. Tomemos como exemplo o álbum “Piece of Mind”, de 1983. Quase todas as músicas tem alguma referência literária, como “Flight of Icarus” (da mitologia grega, sobre Dédalo e Ícaro), “The Trooper” (sobre o poema “The Charge of the Light Brigade”), “Sun and Steel” (sobre Miyamoto Musashi) e “Still Life”(baseado em “The Inabitant of the Lake).

Por fim, chegamos à última faixa de “Piece of Mind” intitulada “To Tame a Land”, que foi escrita baseada em um livro chamado…

sim! Duna!

A música inicialmente iria se chamar Duna, mas a resposta do agente de Frank Herbert foi: “Não. Porque Frank Herbert não gosta de bandas de rock, particularmente bandas de heavy metal, e especialmente bandas de rock como o Iron Maiden.”

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Mas pra que tanta violência nesse coraçãozinho, não é mesmo?

Bom, espero que tenham gostado das dicas de trilha sonora para livros.

Até mais!

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