Fundação

FundaçãoAcredito que todo mundo já tenha ouvido falar pelo menos uma vez na vida em Isaac Asimov. E provavelmente esse comentário pode ter sido associado ao título de “pai da ficcção científica”. Pois bem, sou uma grande apreciadora do gênero e achei que já estava mais do que na hora de tomar vergonha nesta cara leitora e conhecer uma de suas obras.

Fundação na verdade é o primeiro volume de uma série conhecida como “Série da Fundação” (o rly?), que possui um total de sete livros. Originalmente publicado com uma trilogia, mas com algumas publicações subsequentes referentes ao período anterior (onde será que já vimos isso antes?).

[na verdade vimos depois, pois as obras de Asimov serviram de inspiração para muitas outras histórias]

Enfim, “Fundação” nos depara com um futuro muito distante (A long time ago in a galaxy….tá parei) onde todos os planetas habitados por humanos estão unificados em um Império Galáctico. A história trata inicialmente da tentativa de Hari Seldon, através da psicobiologia, diminuir o tempo de recuperação do Império Galáctico (após sua iminente queda), com a criação da Fundação responsável pela redação da Enciclopédia Galáctica (a qual intitula a série).

Parece uma explicação simplista e ao mesmo tempo nebulosa, com toneladas de informações novas.

A começar pela tal Psico-história. Segundo a descrição do livro, a psico-história é uma ciência pela qual é possível fazer predições da história de uma civilização, por exemplo, através do cálculo de probabilidade da ocorrência de certos eventos (que poderiam modificar ou não o rumo da história). Envolve questões sociológicas e matemáticas, e me atreveria a dizer que se assemelha muito à Economia. Segundo definição do próprio livro, a psico-história é “…o ramo da matemática que trata das reações dos conglomerados humanos a estímulos sociais e econômicos fixos”.

Desde a revelação de Hari Seldon a história toma um ritmo de saltos temporais. Testemunhamos o que acontece à Fundação e ao Império por gerações. Conhecemos diversos personagens (como Salvor Hardin e Hobber Mallow ) e apesar da importância de seus feitos sabemos que nenhum deles é de fato o protagonista dessa história, e sim a própria história, uma vez que os tais  conglomerados humanos “devem ser suficientemente grandes para um tratamento estatístico válido e alheio à análise psico-histórica para que suas reações sejam verdadeiramente aleatórias”. Somos apresentados à efemeridade do indivíduo e em contrapartida da importância e eternidade dos eventos históricos.

Fundação é  um livro difícil de largar e termina com aquela sensação de “meu-deus-eu-preciso-ler-mais-cadê-0-Fundação-e Império?”.

Fica a minha sugestão de uma excelente leitura para os fãs de ficção científica e de história.

Até mais!

 

 

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2 comentários sobre “Fundação

  1. @Marcus Brito estou com o “Fundação e Império”e o “Segunda Fundação”na lista de espera de leituras 😉

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