Dez motivos para começar a ouvir Pearl Jam – parte 1

Para quem não conhece (ou para os velhos conhecidos) Pearl Jam é uma banda de Seattle, formada em 1990. É, mesma época que o Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden, Mudhoney e aquela profusão toda de novidades no início da da década de 90 (leia-se movimento grunge).

(sim,  minhas camisas xadrez de flanela ainda estão no armário)

A verdade é que desde pequena eu ouvia uma música ou outra e gostava bastante, mas não sabia muito sobre a banda. Em 1999 o Pearl Jam lançou o single Last Kiss e não parou de tocas nas rádios. A verdade é que Last Kiss é bonita, mas melosa demais (minha opinião, só minha, não do Universo, veja bem) e eu fui atrás de outras músicas. Foi aí que gravei uma fita cassete com o Once, disco de estúdio de estréia do Pearl Jam de 1991 (bah, sem comentários sobre a questão do cassete). E assim me tornei uma aborrescente feliz com o walkman no volume máximo com essa fita e outras, gravadas com os discos subsequentes. Em 2000 lançaram o Binaural, que foi meu primeiro cd do Pearl Jam. E a essa altura eu já era uma aborrescente de 14 anos fã com direito a camiseta e pôster do Eddie Vedder na parede. Foi então que no final de 2005 eu tive a felicíssima oportunidade de ir a um show do Pearl Jam em Porto Alegre. Sim! No quintal de casa, pertinho. Parecia um sonho. E devo dizer que foi um dos melhores shows da minha vida (talvez tirando o do AC/DC, mas isso fica pra outra história).

Bom, não vou ficar aqui argumentando que a música é boa, que os caras são f*** e tralalá whiskas sachê. Escolhi uma música por cd de estúdio (não necessariamente as mais famosas, mas as que mais gosto) para conhecer um pouco mais da banda.

Pearl_Jam_Ten_Frontal

 

1 –  TEN (1991)

Esse disco de estréia é uma paulada na moleira. É MUITO bom e realmente é uma tarefa árdua escolher uma música só. Sem falar que boa parte dos sucessos do Pearl Jam vem daí: Evenflow, Alive, Black e a polêmica Jeremy (cujo clipe….bem, procurem o clipe :P).

Então pra sair do lugar comum, não vou com nenhuma delas. Minha escolha é Porch, que passa toda essa energia e sensação de miolos estourando (pera…mas não é Jeremy…).

 

 

vs2 – VS (1993)

O VS é um disco no mesmo estilo do Ten, mas com algumas novidades. Entre as músicas mais conhecidas está Rearviewmirror (que é estupenda) e Daughter. Mas o disco também tem pérolas como Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (que também é um dos títulos mais bizarros e longos que eu já vi). De novo, muita música boa e uma missão de escolher uma só. Dessa vez fico com Rats, menção honrosa pelo seu groove mutcho louco.

 

Pearl Jam Vitalogy 19943 – Vitalogy (1994)

Eu tinha uma implicância com o Vitalogy que nem eu seu o porque. Talvez devido à faixas que mexiam com a minha sanidade, como Bugs e Hey Foxymophandlemama, That’s Me (concorrente com a “Elderly…” como título de música mais insólito). Deve ser castigo, porque virou meu disco preferido. Entre tantos sucessos como Corduroy, Better man e Nothingman (gente, quanto man), e também muita música porra louca (como Spin the Black Circle, adoro!), fico com uma mais calminha, linda, e que já reflete um amadurecimento maior da banda: Immortality.

pearl-jam-capa-no-code4- No Code (1996)

No Code foi um disco que, sei lá, apesar de bom não me comoveu muito. Como já ficou bem claro, gosto mais do lado “paulera” do Pearl Jam. E se o Vitalogy iniciou uma mudança nas músicas, essa mudança é concluída no No Code. Mas não desistam dele por isso! Ele tem músicas muito fofas, como Smile e Around the Bend. No entanto, minha escolha é Sometimes, que representa bem essa mudança, para um Pearl Jam mais “calmo”.

 

Pearl jam - yield - front5- Yield (1998)

Em Yield a energia do Pearl Jam dos primeiros tempos (ah, a aurora de minha vida, minha infância querida que os anos não trazem mais…) está de volta. Temos vários sucessos como Given to Fly e Wishlist, e o lançamento do famigerado clipe de Do the Evolution, feito pelo Todd Mc Farlane (responsável pela hq Spawn) depois de um hiato desde 1992 (desde… ah, desde Jeremy! ).

Para o Yield eu escolho Brain of J, para vocês terem a mesma sensação que eu tive quando apertei o play desse cd.

 

Na segunda parte, veremos do Binaural (2000) até o Lightning Bolt (2013).

E por hoje é só, pessoal! 🙂

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