Do primeiro amor à descoberta que a gente ta ficando velha…

Oi pessoal vim compartilhar com vocês a surpresa que tive semana passada com meu filho mais velho. Quem acompanha o Blog sabe que tenho um menino com seis anos e outro que vai fazer 4 anos. Pois bem qual não foi minha surpresa de mãe super protetora quando em um dos poucos momentos que estava assistindo um seriado (Bones) notei que o mais velho estava orbitando sem dizer uma palavra. Até então tudo normal porque ele não costuma falar sobre sua vida e nem compartilhar seus sentimentos (como todo nerd que se preze), até que ele disse sem muita cerimonia: – Mãe, nunca tinha pensado em dar uma flor pra uma menina!

Hãaaaaaaaaaaaaaaa? Surpresa, mãe estática, para o mundo que eu quero descer, para seriado, stop. Cara surpresa questiono: – Para quem meu filho?

– Para minha colega L., mas tem que ser de floricultura mãe, e de preferência uma rosa bem grande…..e tem que ser vermelha. – pausa (digo, mãe e pai de boca aberta com cara de retardado) – Posso dar amanhã na aula?

Bem, depois dessa revelação, da conversa posterior e de muita paciência e entendimento frente a este assunto, a ficha caiu. To ficando velha!

Quem não teve um primeiro amor na infância que atire a primeira pedra. Acredito que não tem uma pessoa no mundo que não teve o despertar dos sentimentos mais profundos durante a infância por uma(um) colega de aula (no caso dele da creche)? Que saudade do sentimento inocente, do olhar de bobo, do sorriso sincero, da vergonha, do suspirar, do presentear sem esperar ser retribuído, do dividir a merenda, segurar a mão.

A gente cresce, vira adulto e perde o sentido do que é amar e ser amado, cai na ganância do sentimento egoísta de posse, na subversão do ter e querer como obrigação para o relacionamento dar certo, da luxúria implícita em cada tocar. Onde foi parar a simplicidade do sentimento AMOR, de estar junto apenas pelo fato de estar, de sorrir apenas por lembrar de algo que fez com o ser amado.

Mas ainda caímos no conceito popular do estar sempre de olho, no cobrar, no exigir, no desconfiar. Será que crescer é bom mesmo?

Acho que nós seres humanos necessitamos desse sentimento mais inocente e buscamos nos filmes, nos quadrinhos, mangás, livros,  o que foi perdido na vida real. A felicidade ideal, a pessoa perfeita o amor que por mais difícil que seja, sempre encontra o caminho da felicidade eterna. Matamos a madrasta má da Branca de Neve, o vampiro do mal do Crepúsculo, choramos quando Anakin vira Darth Vader e percebe que Padmé morreu perdendo seu grande amor ou quando Tonks e Lupin morrem em batalha. Queremos romance, queremos amor puro e simples.

Pessoal não é querer pregar moral de cueca, mas olhando meus filhos vejo que cabe a nós (pessoas esclarecidas e conhecedoras da alma humana, pois acredito que todo Nerd seja assim) ensinar aos futuros nerdinhos que vem por ai, o que procurar e esperar do Amor, tentar resgatar através de nós e demonstrar para eles o sentimento puro e ingênuo de amar e ser amado. Lembrando que eles nada mais são do que HDs se preenchendo diariamente de informações que levarão para o resto da vida, cabe a nós preenchermos esses HDs da melhor forma possível, pois dependendo do que eles aprendem por ai  deletar fica difícil.

Bem, fico por aqui, bjs a todos.

AleGalak

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2 comentários sobre “Do primeiro amor à descoberta que a gente ta ficando velha…

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