Behind Blue Eyes

Após a saga de textos felizes e fantásticos da Ale, eis que eu ressurjo, após voltar da cidade “luz” como é chamada Paris, com meus textos um tanto quanto que melancólicos e dotados de uma síndrome de expressão pessoal do meu “eu” nas entrelinhas. O tema de hoje é: ela tinha problema com olhos azuis. Na verdade, não só olhos azuis, olhos claros em geral se encaixam bem nessa descrição. E na verdade ela não tinha problemas somente com a cor dos olhos, tinha problemas com muitas outras coisas, mas enfim, isso não vem ao caso agora.

“Olharam-se por um longo período. Parecia que o tempo havia parado. Dizem que as vezes o tempo para, não sei sobre a veracidade dessa informação. Mas talvez eu e mais algumas outras pessoas tivemos essa sensação em diferentes momentos de nossas vidas. Não havia o que ser dito. Talvez ela não soubesse falar aquilo que desejava, talvez por ser muito cedo ela estivesse com muito sono e a necessidade de cafeína parecia efervescer como um impulso elétrico um tanto que incômodo. Olhou-o novamente. Os olhos azuis fizeram-na estremecer e a fizeram lembrar que muitas vezes encontrou-se em alguma situação similar. Malditos olhos azuis. Blasfemou contra eles mentalmente. Porque todos os olhos azuis são sinônimos de problemas? A estação de trem cheirava como uma estação de trem (afinal não há como reproduzir em poucas linhas o cheiro de uma estação de trem) e mesmo sendo o ápice do verão ela estava com frio. Ela sempre estava com frio. Extremidades geladas, coração gelado, cérebro gelado, orgulho congelado e assim sucessivamente.

“Espero ver você de novo” (acho extremamente improvável te ver de novo, mas enfim para que dizer isso. Muitas vezes o silêncio é uma dádiva concedida pelos sábios eruditos CREDO!!! Estou tentando fazer uma piada de uma situação de despedida.)

“Vou sentir sua falta”

“Eu também”

Então isso soa como algo ainda mais clichê. E assim termina uma pequena história. Eles viveram felizes para sempre assim que o trem deixou a estação. Para adicionar um pouco mais de ação eu podia ter dito que a estação pegou fogo e a menina teve que saltar as chamas para se salvar, ou que ele perdeu o trem e teve que usar o chicote para embarcar numa típica cena Indiana Jones. Mas nenhuma dessas coisas aconteceu, porque fatos tipo esse só acontecem na nossa imaginação ou no cinema. Aqui é somente a vida real, e pronto. Será que nessas poucas linhas consegui crescer?

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4 comentários sobre “Behind Blue Eyes

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