Causos de RPG parte 3 – O riso histérico de Tasha

Olá, eu poderia estar roubando, matando ou trabalhando, mas estou aqui para contar mais uma de minhas pataquadas envolvendo RPG.

Essa se trata de um período mais recente…lá pelos idos de 2005, acho, já estava na faculdade (e estranhamente essa história que é mais recente me recordo de menos detalhes).

Era um belo feriado de novembro e eu havia visitado o laboratório de entomologia e feito meu censo diário dos besourinhos e torcendo para que eles morressem logo de uma vez (meu primeiro trabalho de iniciação científica foi com ciclo vital de pragas de grãos armazenados. Só não esperava que a forma adulta dos “bissos” fossem viver um ano!). Após tão entusiasmado evento me dirigi até a casa da Mahanarva Girl para começar uma campanha de D&D com o pessoal do laboratório e convidados (que, devido a indisciplina coletiva, não perdurou). Estávamos lá, naquela situação básica de sempre de mestre que não sabe muito bem como arranjar um pretexto para reunir os personagens jogadores. “Vocês estavam numa taverna e…”

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“Bom, vocês estavam em uma taverna e…e…e…e apareceu um tarrasque!” “Whaaaat?”

Realmente, estávamos em uma taverna. Só que eu era uma barda feliz e saltitante de carisma 18 que passava 87,45% do tempo bêbada e tocando violino. Adoravelmente insuportável. Nunca fui muito chegada a jogar com bardos, mas estava pela diversão, uma vez que já havia um mago e uma ranger no grupo (a Srta. Mahanarva).

Tínhamos uma ranger quieta e misteriosa, um mago azedo e arrogante e uma barda que parecia a Pollyanna. Óbvio que não ia dar certo.

O mago e eu fomos acometidos por algo que ocorre espontaneamente com muito mais freqüência do que se imagina, principalmente entre jogadores que não se conhecem: empatia reversa (a.k.a. antipatia ou “eu não fui com a lata daquele cara”).

Eis que durante uma viagem de barco na qual estávamos indo para o nosso grande destino, que era ir até a torre do mago mestre do mago chato para pedir ajuda (ou penico), precisávamos de um item. Que estava com o mago. E o mago não queria nos dar. Então eu inventei de fuçar nas coisas do mago, falhei no teste, ele percebeu e me lançou “O riso histérico de Tasha”. E eu pensei “mas que grande filho da p*&% você, hein?”

Para quem não sabe (inclusive eu, até ser atingida pela magia), o Riso Histérico de Tasha te deixa gargalhando sem motivo algum e o alvo perde ações por 1d3 rodadas (que no meu caso eram 3 rodadas).

Foi o maior erro que ele poderia ter cometido naquela tarde.

Só que eu fiquei rindo mesmo. Gargalhando. Por uns dez minutos ininterruptamente. Tudo que falavam para mim eu ria. Eu ria, me perguntavam o que estava acontecendo, eu apontava para o mago e continuava rindo. Fiquei incomunicável por um bom intervalo de tempo e o mago ficou muito, mas muito puto.

E  graças a ele eu ainda ganhei um bom XP por interpretação. ^____^

Rá! Salci fufu.
Rá! Salci fufu!
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