Causos de RPG parte 2 – O javali do anão

Olá povo! Cá estou novamente para narrar fatos (semi) engraçados ou (nem tanto)curiosos ou meramente desperdiçadores de tempo para vocês. Então vamos passear na floresta enquanto a Mahanarva Girl não vem, ou enquanto a Mahanarva Girl passeia na floresta vamos saber de mais um causo de RPG.

Esse causo trata-se da primeira vez que joguei RPG na vida. Estava passando as férias de inverno na fatídica praia do post anterior. Estava na casa dum amigo do meu pai, onde ele estava ficando até terminar de construir sua casa. E tinha uma galera na casa, porque estavam os dois filhos do amigo dele mais dois amigos. E, obviamente, como eu era guria e a mais nova (estava com 12, enquanto eles tinham entre 14 e 16) viviam me enchendo o saco. Eu passava as tardes solita jogando meu mega drive. Enfim um dia perceberam que aquela trollagem não levava a nada e me convidaram para jogar uma aventura de AD&D.

Fiquei tri faceira, estava sendo incluída no grupo. E então resolvi jogar com uma personagem maga. Quando estava construindo o personagem, o mestre disse: pega a perícia “cozinhar”. E eu “mas pra que cozinhar? Ninguém sabe cozinhar?”

Ao passo que ele diz: “Jogar uma carne no fogo todo mundo sabe, mas só com essa perícia tu pode fazer um banquete para um rei”.

“Eu sou uma maga….para que eu quero fazer um banquete?”

“Tu ainda pode salvar a vida do teu grupo com isso”.

“Mas não pode ser outro personagem?”

Ao passo que um jogador diz: “Não Ju, tu é a mulé do grupo, por isso tem que ser tu.”

(Cooking Mama feelings)

“Ta, bom. Me dá essa merda aí.”

Let's cook!
Let’s cook!

Nosso grupo consistia de dois magos, um humano (eu) e um elfo chamado Merlin XB (nem pergunte o que diabos se passava na cabeça desse ser; passei a aventura inteira zoando o cara chamando-o de Kamen Rider Black RX), e dois guerreiros, um humano e um anão. O anão ainda encasquetou com a peculiaridade de que ele queria um javali como montaria. O mestre: “então ta, tu quer um javali, beleza, toma o teu javali.”

O fato de todos serem de primeiro nível e um tanto inexperientes fez com que nos metêssemos em muitas encrencas. Fazíamos coisas estúpidas como ser acertados por lágrimas de Beholder, e eu não agüentava mais só ter “dardos místicos” e “mãos flamejantes”. Eis que numa dessas ficamos perdidos, exaustos, feridos e famintos no meio duma floresta, à noite. Não tínhamos mais o que fazer, íamos capotar. Buscamos coletar algum fruto, caçar algum pequeno animal.

Subitamente, todos nós tivemos a mesma idéia maligna e nos entreolhamos, com exceção do anão (que não era burro nem nada). Ele apenas gritou:

– O MEU JAVALI NÃO!

Deu pra ti, Pumba!
Deu pra ti, Pumba!

Mas não foi ouvido. O guerreiro nocauteou o anão e o amarramos em uma árvore. Abateram o javali, e eu o preparei no capricho. Quando o anão despertou tínhamos guardado um pernil de seu pobre bicho para ele.

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Um comentário sobre “Causos de RPG parte 2 – O javali do anão

  1. Eu joguei Cooking Mamma!! Só parei porque eu não tinha como cozinhar lagosta, não conseguia assoprar quando necessário (microphone needed)..

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