“After all this time, Severus?”

“ALWAYS.”

Embora eu seja uma manteiga derretida de primeira, poucas vezes me recordo de ter chorado ao assistir algum filme ou ao ler um livro. Das exceções, recordo-me de ter enchido os olhos de lágrimas ao assistir a última cena do episódio 3 do Star Wars, na qual o Obi-Wan Kenobi chega a Tatooine e entrega o bebê Luke para o Owen e a Beru e começa a tocar a trilha da trilogia original (sim, eu sou um fiasco). E também, principalmente, quando li o capítulo “A História do Príncipe”, do sétimo livro da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Sim...eu chorei vendo isso, droga! =p
Sim…eu chorei vendo isso, droga! =p

É fato que Severo Snape sempre foi meu personagem preferido da série, que sempre achei injusta a maneira como julgavam o pobre professor de poções, e que sempre acreditei que (ei! tem spoiler aqui para quem não leu o livro….PERAÍ! O que tu tá fazendo que ainda não leu o último livro?) o assassinato de Dumbledore nada mais era do que um acordo entre eles.

Mas foi feia a coisa. Nunca esperei a minha reação ao ler o capítulo mais aguardado por mim, a redenção de Severo Snape. Eu terminei de ler soluçando.

Desde que li o primeiro livro da série, aos 14 anos, fui cativada pelas roupas negras esvoaçantes e o sarcasmo do senhor Snape. Sempre fazendo o certo, mas mantendo a fama de mau. Sempre recriminando Harry por algo, mas salvando sua pele. Mas afinal… Aquele que recrimina uma criança não é quem se importa  com sua formação de caráter? Nesse aspecto sempre vi Snape como um figura paterna para Harry, em oposição ao pai bondoso e conivente (Dumbledore) e ao arremedo de padrinho Sirius Black, que trata Harry como se fosse o Tiago/James.

Com o passar da série percebemos que Snape era um menino impopular em Hogwarts e sofria discriminação do grupo dos “caras pop” que consistia no atleta imbecil (James), o bonitão metido a besta (Sirius), o intelectual omisso (Lupin) e o idiota baba-ovo (Pettigrew) (que fique bem claro: tenho profunda simpatia pelo Sirius e pelo Lupin, mas eles como estudantes eram uns idiotas. Em breve o post: Sirius Black e a síndrome de Peter Pan).

Snape's worst memory.
Snape’s worst memory.

Snape era nerd! Branquelo, magriço, com o cabelo ensebado (seria grunge?), cdf e discriminado pelos populares. Não tem como não se identificar e ter simpatia pelo cara!

Mas então, temos esse personagem que comeu o pão que o diabo amassou com o rabo no tempo de estudante, um passado um tanto duvidoso (já que foi comensal da morte) e a confiança do maior e mais idôneo (ou nem tanto) bruxo do mundo mágico, Alvo Dumbledore. Será que ninguém se perguntou porque diabos Dumbledore confiava tanto nele?

Snape assumiu seu papel, e o cumpriu de forma impecável. Ninguém pode questionar a sua lealdade até o seu final, com sua derradeira e estúpida morte. Ainda assim, conseguiu preservar a dignidade de sua história para a única pessoa para quem interessava saber a verdade: Harry. E aí vem o soco na boca do estômago.

Minha mente mirabolante sempre me disse que Sev era APAIXONADO pela Lílian/Lilly, mãe do Harry. Era o único motivo pelo qual se justificava toda aquela proteção em relação ao guri, mesmo que aparentemente ele o detestasse. Óbvio: quem é que iria gostar que o filho do amor da tua vida se tornasse igual à criatura que tu mais detesta no mundo, e que casualmente é a mesma pessoa que a roubou de ti?

Dispensa comentários.
Dispensa comentários.

Enfim, Snape revelou a verdade a Harry, e seu amor por Lilly. O que eu nunca imaginei é que esse amor fosse tão antigo, desde a infância. Snape amou Lilly desde a primeira vez que a viu, muito antes de Hogwarts. Como fiquei feliz de saber que a ruiva se tornou a melhor amiga dele, que Snape, afinal, era um menino normal e tinha amigos. Que era feliz. Assim como fiquei feliz ao ler a parte em que Lilly o defende das provocações de James e Sirius no trem. Imaginei-os como uma dupla dinâmica, inseparável. Quer dizer, até que as casas os separassem.

Umas das coisas que sempre questionei desde que levantei a remota possibilidade da paixonite por Lilly, era se o  sentimento de Snape era retribuido. De fato, os dois eram muito amigos, e próximos. Lilly era meiga e inteligente, não suportava injustiças, senão não teria defendido o “Snivellus” e enfrentado James e companhia. Mas o que diabos ela viu no raio do jogadorzinho de quadribol cabeça-oca?(mistérios femininos…até parece que ela ficou com o James apenas para ferir o Sev =P)

Fico pensando…se apenas a amizade de Lilly bastasse e se Snape não tivesse se unido aos alunos da Sonserina, se não tivesse chegado ao extremo de chamar sua melhor amiga de sangue ruim, se Lilly não tivesse se decepcionado tanto com ele (e tivesse desculpadoo Snape  depois do plantão que ele fez na porta dos dormitórios da Grifinória)… não teríamos como personagem principal da série um menino magro e pálido de olhos verdes como os da mãe e cabelos negros e oleosos chamado Harry Snape?

E aí, será...?
E aí, será…?

Gosto de imaginar essa possibilidade. =D

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9 comentários sobre ““After all this time, Severus?”

  1. Tu não foi a única que chorou nesse capítulo. Eu acabei de ler o último livro semana passada, e assim como tu, também acreditava que a morte do Dumbledore tinha sido combinada e tal, mas a história do Snape e da Lílian foi emocionante mesmo… Vai dizer que tu também não te emocionou quando o Harry fala com o “Alvo Severo” no final do livro? Eu sim 😛

    Onde tu achou essas imagens? O Snape garoto é tão meiguinho *.*

  2. Snape também era meu personagem preferido. Toda aquela proteção que ele dava a Harry e toda a confiança que Dumbledore tinha nele me faziam defende-lo.

  3. 😮
    Li espaçadamente o post com medo de ler spoilers ‘0’ !!! eauhaeuiaehuieahuiea
    Eu.. nunca li um livro inteiro da série, mas acompanho os filmes – e tenho achado mt bom, diga-se de passagem (mas sei q bons pq n li os livros :P)
    Comecei a ler o primeiro mas não consegui terminar – mal cheguei no começo, parei na pág. 56 😛

    E.. ai.. sou homem mas sou nerd tb… me emociono em vários desses momentos totalmentexinfrins de filmes. Em livros me emocionei lendo O Corcunda de Notre Dame ehauieahuiae podem rir, mas as cenas finais são terríveis de se imaginar – um belo livro, ao contrário do que o encurvado personagem sugira.

    E.. OMG Galak!! aehuhaeuiea demoraram os post mas veio um denso ein?! eauaehuaeia
    Parabens!
    xD

  4. Amei seu post, a História do Snape é meu capitulo preferido de RdM, foi comovente mesmo, não foi só você que se emocionou. 🙂
    Rabicho baba-ovo é máximo, eu ri disso! E quanto a Lily ter ficado com o James apenas para ferir o Sev, eu concordo plenamente! hehe 😀
    Ah, fiquei curiosa em saber sobre Sirius Black e a síndrome de Peter Pan, me avise quando postar!
    Bjs

  5. Perfeito o seu post, concordo com cada palavra! Snape sempre foi meu preferido desde o primeiro livro/filme por seu jeito meio obscuro e irônico porém ao mesmo tempo atencioso e cuidadoso, e eu que já estava acompanhando a história somente pelos filmes, desde “O Enigma do Príncipe” fiz questão de ler o último livro logo depois só para ter certeza imediata de que o Severo era inocente! E é claro que chorei de soluçar também quando a verdade foi revelada! E adorei a homenagem no final vinda do Harry! Falando no final, aquele capítulo “19 anos depois” foi necessário para acalmar os ânimos, pois se não houvesse acho que os fãs permaneceriam impacientes…

  6. Cara, li sem saber o que eram spoilers… Vi tudo… Agora num tem mais graça o livro né, mas o filme tem!!!
    Amooooo o Snape!!! Caracow, e as minhas amigas: “ela e o Severo Snape…” po, nem sabem não? Severo Snapeeeeee
    Snape Snape Snape Snape Snape Snape Snape, etc…

  7. Aiiiii como eu amo esse homem meu Deus. Pena que ele morri no filme buááá…mas mesmo assim não deixarei de amar o meu Severus

  8. […] Apesar de “Harry Potter e a Pedra Filosofal” ter sido lançado em 1997, sua versão em português  foi lançada em 2000. Na época eu tinha 14 anos e comprei o livro sem muitas pretensões. Mas fui positivamente surpreendida pela história e principalmente por Lily Evans. Se eu tivesse que escolher uma ruiva da família Weasley, seria Molly Weasley. Mas sempre tive simpatia por Lily e o sacrifício que ela fez para proteger o filho, um dos eventos mais importantes tratados pela história. No entanto enquanto sabemos muitas informações sobre James (Tiago) Potter (inclusive que ele era um babaca na maior parte do tempo), pouco se sabe sobre Lily. Até finalmente “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” ser lançado, contando mais sobre a vida de Lilly, e finalmente “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Lily era nascida trouxa com uma irmã que invejava seus talentos mágicos. Excelente aluna, principalmente em poções. E depois de saber de sua amizade com Snape passei a admirar mais ainda a moça (falo sobre os dois aqui). […]

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