Fazendo as pazes com o videogame

Retomando as atividades do blog depois de um intervalo devido às atividades frenéticas do final do semestre. Sem saber muito sobre o que falar, decidi por compartilhar um fato muito importante na minha vida: minha reconciliação com os videogames.
Meu primeiro contato com videogames foi (como acredito que tenha sido para a maioria das pessoas de vinte ou trinta e algos) com um Atari. Lembro-me daquela caixinha de sapatos simpática repleta de clássicos como Enduro, Pac-man, Space Invaders e River Rider. Eu nem sabia falar direito e já mexia naquele troço. Ô tempinho bom.

Será que o meu ainda funciona?
Será que o meu ainda funciona?

No entanto com o passar do tempo as coisas mudam. E assim como eu deixei de brincar com as Suzis da minha irmã porque ganhei minha primeira Barbie (e ganhei da minha irmã, diga-se de passagem), veio a revolução dos 16 bits (uau).
Com isso a minha melhor amiga ganhou um Super Nintendo e eu estava sempre jogando com ela aquele jogo daquele menino bigodudo encanador, o Mario.

Nem te conto...
Nem te conto…

E eu ganhei um Mega Drive.
E agora tinha chegado a minha vez, porque eu ia poder jogar aquelas coisas legais em casa. Claro que senti saudade do Yoshi e dos cogumelos, mas comecei a me afeiçoar àquele porco espinho azul metido a malandro. Desde então joguei de tudo que se possa imaginar (e haja mesada para gastar nas locadoras).
A questão é que Sonic, Tails e companhia deveriam ter se tornado meus melhores amigos dali em diante. Mas não. Eu era afobada. Ansiosa. Descoordenada. Aqueles malditos cronômetros e telas de “game over” me deixavam possessa (e todos devem imaginar como uma menininha de 9 anos pode ficar possessa). E pela minha falta de persistência acabei desacreditando dos videogames, sem me dar conta que tudo que eu precisava era prática.

Uma das minhas mongolices mais comuns jogando Sonic. #sonicfail
Uma das minhas mongolices mais comuns jogando Sonic. #sonicfail

Jogos de plataforma me entediavam, porque na medida em que eu encontrava uma dificuldade eu largava e ia ler ou desenhar alguma coisa (talvez se não gostasse tanto de fazer outras coisas insistiria mais no videogame). Jogos de tiro em primeira pessoa me deixavam tensa. Jogos de estratégia, corrida e (principalmente) jogos de luta sempre me atraíram mais. Meu negócio era Street Fighter II, Mortal Kombat e Samurai Shodown. Jogando do meu jeito tosco “eu aperto todos os botões” me divertia horrores. Mas como, para mim jogar videogame sempre foi uma atividade social e eu era um #epicfail, acabei abandonando o hábito salvo algumas visitas à fliperamas onde feliz torrava meus níqueis jogando mal. Mas eu ainda babava quando o assunto era um Nintendo 64 ou um Playstation. Estranhamente, sempre gostei de assistir outras pessoas jogarem (e daí surgiu minha admiração pelo enredo e personagens de Final Fantasy VII, mas essa história fica pra próxima).

"Eu quero o dos dente feio!"
“Eu quero o dos dente feio!”

Com um hiato de aproximadamente dez anos, cá estou, contando como estou superando esse bloqueio mental de não jogar videogame. Primeiramente os sobrinhos. Por causa deles tirei novamente o Mega Drive da caixa e os apresentei o porco espinho azul “nem tão velho assim”. E foi como voltar no tempo. Depois tive a oportunidade de jogar Wii Sports e vi como agora minha descoordenação poderia ser realmente engraçada e proveitosa numa partida. Eis que aos 23 anos me deparo com o Xbox e uma série de jogos os quais comecei a gostar: OutRun, Worms, Street Fighter 4 e uma surpresa para lá de agradável : Castle Crashers.
E com o Castle Crashers finalmente fiz minhas pazes com o videogame. Nada melhor para uma fã de fantasia medieval poder jogar como um cavaleiro small deformed distribuindo cacetadas em demônios, esqueletos, milhos gigantes, guardas com sabres de luz e tudo o mais. E tudo isso com os maravilhosos recursos de armas, magias, combos, XP, itens e plasticidade de características que só o “RPG way of life” pode te proporcionar. Nem vou me ater à arte do jogo e à trilha sonora, ambos excelentes.
É sentar a porrada e ser feliz!

"É nóis na fita"
“É nóis na fita”

E como é um jogo de cooperação (pode-se jogar com até 4 pessoas), tu não fica naquela agonia de “pqp, morri de novo, eu sou uma anta”.
Castle Crashers foi o jogo que me fez voltar a jogar videogame despretensiosamente pelo mero prazer de jogar. Como era quando eu tinha nove anos.

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3 comentários sobre “Fazendo as pazes com o videogame

  1. Eu fui como você, e pra piorar nunca tive videogame em casa. Só podia jogar na casa dos outros. E geralmente rola aquele preconceito ‘menina n joga bem’. Acabei ficando nos jogos pra pc mesmo. Mas agora como PS2 ‘emprestado’ do namorado, tô me aventurando por esse mundo.. desprtensiosamente, porque acho um porre ficar obcecada com a coisa e tal. (= Jogo pra me divertir, e só. ^^

  2. Castle Crashers é viciante. Pena que não jogo muito bem e o chinês não tem paciência pra jogar comigo. hehehe
    Convidada pra partidas de pura diversão lá em casa 🙂

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