Smoke on the water…
agosto 27, 2009 at 1:49 am (Música) (Jethro Tull, Led Zeppelin, Metallica, Orquesta, Pink Floyd, Rolling Stones, sesi, ulbra)
…porque em ambiente fechado é proibido por lei. =p
Bom, cá estou aqui para contar para vocês como foi meu domingo passado. Todos que me conhecem (e agora vocês também) sabem de minha pública e notória paixão por música. Eu não toco instrumento algum (talvez algum instrumento de cordas, se a música tiver uma nota só) tampouco tenho conhecimento teórico para criticar música. Mas gosto. E gosto demais, daquela forma empírica e instintiva que só se pode gostar de algo quando não se conhece lhufas sobre o assunto. Enfim, é quase como estar apaixonado.
Dada essa apresentação introdutória da importância da música na minha vida, imaginem o quão feliz fiquei quando ouvi meu respectivo falando: “Tem show da orquestra de câmara da Ulbra tocando clássicos do rock no teatro do Sesi, vamos?” (na verdade o termo foi “te pilhas?”)
Só se for agora. =D
E iniciou-se nossa aventura. Para quem não sabe ou não é de Porto Alegre, o teatro do Sesi fica na avenida Assis Brasil, zona norte da cidade, lá onde o vento faz a curva. E não é que os tapados perderam a entrada do troço e foram parar em Cachoeirinha? Tsc, tsc.
A maior baixa devido à nossa patetice é que chegamos atrasados e perdemos as primeiras músicas… mas valeu a pena.
O show foi inesquecível. Só de ver um teatro com capacidade para 1790 pessoas cheio num domingo à noite para ouvir rock executado por instrumentos clássicos já é suficientemente emocionante. A orquestra teve regência do maestro Tiago Flores e como convidados especiais, Nei Lisboa, Adriana Deffenti, Pedro Veríssimo e Chico Padilha.
Quanto às músicas tocadas…teve de tudo um pouco. Led Zeppelin (Kashmir), Jethro Tull (Aqualung), Aerosmith (Crying), U2 (One), Metallica (Nothing Else Matters), Rita Lee (Alô Alô Marciano), Rush (Tom Sawyer), Rolling Stones (Ruby Tuesday), Deep Purple (Smoke on the Water)… e não pôde faltar o clássico “toca Raul” com “Tente outra vez”, assim como mais alguma coisa que eu tenha esquecido ou não tenha ouvido pelo fato de ter chegado atrasada.
O show terminou apoteoticamente com “Another Brick on the Wall”, cantada pelos quatro convidados e por toda a platéia. E eu, abobada, com a boca aberta, totalmente fora do ar.
Querem ter uma idéia de como eu fiquei? Dá uma olhada no vídeo abaixo.
Óbvio que durante e depois do show pipocavam prováveis “setlists’ em minha mente. Rock combina com instrumentos clássicos. Muito. Se não sabem por que digo isso ouçam Tchaikovisky quando tiverem um tempo (e vontade). Vão entende. Na minha humilde opinião, não tem som que não tenha a ganhar com violinos, esse instrumento do demo!! (vide “O colar de veludo”, Alexandre Dumas. Quem sabe noutro post falo a respeito).
Música transforma. Altera o metabolismo. Acelera os batimentos, libera epinefrina, te dopa, é tranqüilizante, alucinógeno, tudo. Depende só de ti.
LSD pra que se eu tenho meu iPod?
Porto Alegre (e o mundo) precisam de mais eventos assim.
By Ju Galak
