“After all this time, Severus?”

agosto 10, 2009 at 5:20 pm (Literatura) (, , , , , )

“ALWAYS.”

Embora eu seja uma manteiga derretida de primeira, poucas vezes me recordo de ter chorado ao assistir algum filme ou ao ler um livro. Das exceções, recordo-me de ter enchido os olhos de lágrimas ao assistir a última cena do episódio 3 do Star Wars, na qual o Obi-Wan Kenobi chega a Tatooine e entrega o bebê Luke para o Owen e a Beru e começa a tocar a trilha da trilogia original (sim, eu sou um fiasco). E também, principalmente, quando li o capítulo “A História do Príncipe”, do sétimo livro da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Sim...eu chorei vendo isso, droga! =p

Sim...eu chorei vendo isso, droga! =p

É fato que Severo Snape sempre foi meu personagem preferido da série, que sempre achei injusta a maneira como julgavam o pobre professor de poções, e que sempre acreditei que (ei! tem spoiler aqui para quem não leu o livro….PERAÍ! O que tu tá fazendo que ainda não leu o último livro?) o assassinato de Dumbledore nada mais era do que um acordo entre eles.

Mas foi feia a coisa. Nunca esperei a minha reação ao ler o capítulo mais aguardado por mim, a redenção de Severo Snape. Eu terminei de ler soluçando.

Desde que li o primeiro livro da série, aos 14 anos, fui cativada pelas roupas negras esvoaçantes e o sarcasmo do senhor Snape. Sempre fazendo o certo, mas mantendo a fama de mau. Sempre recriminando Harry por algo, mas salvando sua pele. Mas afinal… Aquele que recrimina uma criança não é quem se importa  com sua formação de caráter? Nesse aspecto sempre vi Snape como um figura paterna para Harry, em oposição ao pai bondoso e conivente (Dumbledore) e ao arremedo de padrinho Sirius Black, que trata Harry como se fosse o Tiago/James.

Com o passar da série percebemos que Snape era um menino impopular em Hogwarts e sofria discriminação do grupo dos “caras pop” que consistia no atleta imbecil (James), o bonitão metido a besta (Sirius), o intelectual omisso (Lupin) e o idiota baba-ovo (Pettigrew) (que fique bem claro: tenho profunda simpatia pelo Sirius e pelo Lupin, mas eles como estudantes eram uns idiotas. Em breve o post: Sirius Black e a síndrome de Peter Pan).

Snape's worst memory.

Snape's worst memory.

Snape era nerd! Branquelo, magriço, com o cabelo ensebado (seria grunge?), cdf e discriminado pelos populares. Não tem como não se identificar e ter simpatia pelo cara!

Mas então, temos esse personagem que comeu o pão que o diabo amassou com o rabo no tempo de estudante, um passado um tanto duvidoso (já que foi comensal da morte) e a confiança do maior e mais idôneo (ou nem tanto) bruxo do mundo mágico, Alvo Dumbledore. Será que ninguém se perguntou porque diabos Dumbledore confiava tanto nele?

Snape assumiu seu papel, e o cumpriu de forma impecável. Ninguém pode questionar a sua lealdade até o seu final, com sua derradeira e estúpida morte. Ainda assim, conseguiu preservar a dignidade de sua história para a única pessoa para quem interessava saber a verdade: Harry. E aí vem o soco na boca do estômago.

Minha mente mirabolante sempre me disse que Sev era APAIXONADO pela Lílian/Lilly, mãe do Harry. Era o único motivo pelo qual se justificava toda aquela proteção em relação ao guri, mesmo que aparentemente ele o detestasse. Óbvio: quem é que iria gostar que o filho do amor da tua vida se tornasse igual à criatura que tu mais detesta no mundo, e que casualmente é a mesma pessoa que a roubou de ti?

Dispensa comentários.

Dispensa comentários.

Enfim, Snape revelou a verdade a Harry, e seu amor por Lilly. O que eu nunca imaginei é que esse amor fosse tão antigo, desde a infância. Snape amou Lilly desde a primeira vez que a viu, muito antes de Hogwarts. Como fiquei feliz de saber que a ruiva se tornou a melhor amiga dele, que Snape, afinal, era um menino normal e tinha amigos. Que era feliz. Assim como fiquei feliz ao ler a parte em que Lilly o defende das provocações de James e Sirius no trem. Imaginei-os como uma dupla dinâmica, inseparável. Quer dizer, até que as casas os separassem.

Umas das coisas que sempre questionei desde que levantei a remota possibilidade da paixonite por Lilly, era se o  sentimento de Snape era retribuido. De fato, os dois eram muito amigos, e próximos. Lilly era meiga e inteligente, não suportava injustiças, senão não teria defendido o “Snivellus” e enfrentado James e companhia. Mas o que diabos ela viu no raio do jogadorzinho de quadribol cabeça-oca?(mistérios femininos…até parece que ela ficou com o James apenas para ferir o Sev =P)

Fico pensando…se apenas a amizade de Lilly bastasse e se Snape não tivesse se unido aos alunos da Sonserina, se não tivesse chegado ao extremo de chamar sua melhor amiga de sangue ruim, se Lilly não tivesse se decepcionado tanto com ele (e tivesse desculpadoo Snape  depois do plantão que ele fez na porta dos dormitórios da Grifinória)… não teríamos como personagem principal da série um menino magro e pálido de olhos verdes como os da mãe e cabelos negros e oleosos chamado Harry Snape?

E aí, será...?

E aí, será...?

Gosto de imaginar essa possibilidade. =D

By Ju Galak

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