Sobre a tira mais triste do mundo…
Assim sabe aquela sensação de borboletas no estômago? Pois, foi essa sensação que senti em ler esta tira. Foi assim que me senti quando parei de brincar e reparei que não havia mais graça naquilo. E assim creio que nos sentimos em muitas outras ocasiões. Tenho medo que um dia o portal para meu universo paralelo feche também, mas por enquanto pretendo aproveitar enquanto ele ainda está aberto.
Mais uma curiosidade essa tira foi feita por um fã e não pelo Bill Watterson (a última tira dele estará representada logo abaixo). O mesmo autor parou de publicar e fechou-se para o mundo evitando entrevistas, contatos ou mesmo cartas de fãs. Doidera…desistiu mesmo até das lembranças e felicidades que proporcionou publicando as tirinhas tão conhecidas.
Bom acho que era isso. Quando a inocência acaba as borboletas do meu estômago se rebelam. Desejo a todos uma vida repleta de imaginação e considerações sobre universos fantásticos e outras tantas histórias (que costumo lembrar quando ando sozinha na rua ou mesmo quando estou prestes a pegar no sono). Será que irei crescer? ou Será que preciso de ritalina também? Porque ainda continuo enxergando o Haroldo, mesmo com 26 anos na cara.
Vergonha? Pra mim não…somente diversão.
The Mahanarva Girl
Behind Blue Eyes

Após a saga de textos felizes e fantásticos da Ale, eis que eu ressurjo, após voltar da cidade “luz” como é chamada Paris, com meus textos um tanto quanto que melancólicos e dotados de uma síndrome de expressão pessoal do meu “eu” nas entrelinhas. O tema de hoje é: ela tinha problema com olhos azuis. Na verdade, não só olhos azuis, olhos claros em geral se encaixam bem nessa descrição. E na verdade ela não tinha problemas somente com a cor dos olhos, tinha problemas com muitas outras coisas, mas enfim, isso não vem ao caso agora.
“Olharam-se por um longo períod
o. Parecia que o tempo havia parado. Dizem que as vezes o tempo para, não sei sobre a veracidade dessa informação. Mas talvez eu e mais algumas outras pessoas tivemos essa sensação em diferentes momentos de nossas vidas. Não havia o que ser dito. Talvez ela não soubesse falar aquilo que desejava, talvez por ser muito cedo ela estivesse com muito sono e a necessidade de cafeína parecia efervescer como um impulso elétrico um tanto que incômodo.
Olhou-o novamente. Os olhos azuis fizeram-na estremecer e a fizeram lembrar que muitas vezes encontrou-se em alguma situação similar. Malditos olhos azuis. Blasfemou contra eles mentalmente. Porque todos os olhos azuis são sinônimos de problemas? A estação de trem cheirava como uma estação de trem (afinal não há como reproduzir em poucas linhas o cheiro de uma estação de trem) e mesmo sendo o ápice do verão ela estava com frio. Ela sempre estava com frio. Extremidades geladas, coração gelado, cérebro gelado, orgulho congelado e assim sucessivamente.
“Espero ver você de novo” (acho extremamente improvável te ver de novo, mas enfim para que dizer isso. Muitas vezes o silêncio é uma dádiva concedida pelos sábios eruditos CREDO!!! Estou tentando fazer uma piada de uma situação de despedida.)
“Vou sentir sua falta”
“Eu também”
Então isso soa como algo ainda mais clichê. E assim termina uma pequena história. Eles viveram felizes para sempre assim que o trem deixou a estação. Para adicionar um pouco mais
de ação eu podia ter dito que a estação pegou fogo e a menina teve que saltar as chamas para se salvar, ou que ele perdeu o trem e teve que usar o chicote para embarcar numa típica cena Indiana Jones. Mas nenhuma dessas coisas aconteceu, porque fatos tipo esse só acontecem na nossa imaginação ou no cinema. Aqui é somente a vida real, e pronto. Será que nessas poucas linhas consegui crescer?
Over the hills and far away…
Estava ouvindo o Nightwish (não que eu seja fã de rocks e afins – mas andam me doutrinando por aí- mais especificamente a música “Over the hills and far away “que por sinal foi escrita pelo Led Zeppelin (viu como a Wikipedia é legal, ninguém pode dizer que não andei pesquisando). (Abstraiam isso tudo pois o nome da música do Led Zeppelin é a mesma mas a letra não, obrigado por me corrigirem e novamente abstraiam…a original por sinal parece ter sido escrita pelo Gary Moore, mas enfim). Como eu ia dizendo estava ouvindo intermitentemente (não sei se esse termo existe) e achando a música muito boa, por sinal. Prestando mais atenção na letra comecei a achá-la deveras interessante. Novamente fui para internet e ao ler a letra na íntegra, senti uma onda de frio percorrer minha espinha: a história havia me chocado. Como faz muito tempo que não posto nada por aqui resolvi escrever. Estava levemente enferrujada, mas resolvi escrever. Imaginei a história acontecendo em um cenário com alguma neblina, vales verdes, colinas, tudo isso teria alguma proximidade com o mar. Imaginei algum pequeno vilarejo da Inglaterra numa época distante, talvez o século XVIII (sei lá porque o século XVIII mas é o que me veio na cabeça. Logo abaixo a história:
A noite estava muito fria. A neve havia caído constantemente durante aquelas duas semanas. Uma cobertura branca depositava-se sobre quase tudo enquanto ele mantinha-se em frente à lareira. O rosto entre as mãos, os cabelos dourados sobre os olhos ainda estavam úmidos. Olhou pela janela. Mesmo um dia inteiro tendo passado, o cheiro dela ainda permanecia em seu corpo, entrelaçara-se em suas roupas e isso não o incomodava, pelo contrário, parecia inebriá-lo. Respirou profundamente: uma, duas, três vezes. “O que diabos eu fiz? Ela é a mulher do meu melhor amigo?” De repente: espanto. A porta de sua casa fora escancarada. Alguns homens da guarda local entraram e o que parecia ter a mais alta patente aproximou-se dele, não hesitando em atar suas mãos com pressa e sem muita delicadeza. Espantou-se, mas não opôs nenhuma resistência. Simplesmente baixou a cabeça enquanto era conduzido para fora de sua casa.
- Você está preso. Sua pistola foi achada na cena do crime: uma casa ao norte do vilarejo. Você está sendo acusado de roubo e assassinato, tudo isso na noite passada. – Ele baixou ainda mais a cabeça e suspirou. – Isso só pode ser brincadeira. – murmurou.
“Isso não pode estar acontecendo comigo, se eu contar… se eu ao menos tentar me defender…”.
- Sem um bom álibi você não terá nenhuma chance! – o homem da lei continuou enquanto ele era carregado pelos seus subordinados. Ele sabia que era inocente. Não podia provar. Na verdade, não queria provar. E assim foi dada a sentença, dez longos anos de cadeia. Chorou de raiva e tristeza fechando os punhos e buscando amparo no interior de sua alma. Sentado em sua cela, olhando através das barras o horizonte. Lembrando-se das colinas verdes que circundavam sua cidade natal e de seu navio. A brisa do mar e a mercadoria a ser entregue nos portos longínquos. Contava os dias e apertava contra o peito a carta que ela lhe havia escrito. Afinal fora por causa dela que ele estava ali. Aquela noite, quando o crime havia acontecido, ele estava em sua companhia. Se tentasse se justificar, tudo estaria acabado. Esperava pacientemente, tinha certeza que um dia ainda sentiria o maravilhoso sabor da liberdade. Sabia que um dia ele iria voltar. Além do horizonte, longe, além das colinas, além da cela de seu amado, ela chora olhando para a lua. Prostra-se ao chão e reza. Espera sua volta. Imaginando-o em seus braços. Lugar onde sempre deveria estar…
Bom, acho que era isso…pelo menos por enquanto… se alguém quiser ver o clipe e ouvir a música, veja logo abaixo.
By The Mahanarva Girl
God of War

Paz e amor bicho!!! (que ríducula...sou eu tá? Numa festa temática)
Nunca fui uma pacifista extrema, do tipo hippie ou grupos similares que ficam disseminando a paz e o amor mundial. Também nunca fui uma pessoa adepta à guerras, violência e destruição, do tipo mestre Arsenal, do mundo de Arton. Estou em algo meio termo (para não dizer em cima do muro). Eu seria catalogada como aquele ser humano que gosta de ficar “na sua”, quieta, mas se provocada ao extremo não tardaria em pegar seu soco inglês e desferir um golpe bem dado em um lugar deveras estratégico. Mas óbvio que somente por uma justa causa. Não sou de sair batendo em todo mundo e provocando rebuliços só pela sensação de poder que isso poderia me proporcionar. Acho até meio estúpido. Bom, além disso, (mudando totalmente o assunto, vocês irão entender o porquê dessa introdução, mas agora esperem…) sempre gostei de personagens (tanto de quadrinhos, como de livros, trilogias, vídeo-games, histórias que ainda não foram publicadas) e sempre gostei de saber algo sobre o background desses personagens. Acho que levar em conta que o passado influencia diretamente o caráter de uma pessoa (ou personagem) é algo fantástico. Pessoas são moldadas pelo meio e pelas suas vivências; os personagens também. Imagine o Batman, por exemplo, trauma infantil pela perda dos pais o tornou o que todos nós conhecemos (não vou falar sobre o Batman porque senão iria ocupar o post inteiro e isso não é o meu objetivo).

Santa Zabumba Batman eu não sabia que você era perturbado!!!

Olhar 44: ou sai da minha frente ou eu te mato!!!
Algumas horas de jogo depois, reparei seu jeito impiedoso, sanguinário, caótico, bélico, incansável,…etc etc…Vendo aquela aparência demoníaca: cicatriz no rosto, pintura bélica de urucum, cavanhaque sexy, físico tipicamente 300 de Esparta, lâminas amaldiçoadas presas com correntes aos seus pulsos.Logo me perguntei.
- Será que ele tem sentimentos?- (que pergunta ridícula)
Quando comprei um Play 2 e comecei a jogar God of War, descobri que Kratos sai matando a todos de forma cruel e violenta para se vingar de Ares, o Deus da guerra e para se livrar de pesadelos e visões, onde ele revia mentalmente a cena de sua filha e sua mulher sendo mortas pelas suas próprias mãos durante um frenesi de batalha, causado por
Ares. A partir desse momento, descobri que todos possuem sentimentos (ou pelo menos achei que todos possuem sentimentos, mesmo que bem escondidos, porque sempre procuro o mínimo de bondade em todo mundo, virou quase que a busca do Sant Graal para mim). Bom após tudo se resolver, Ares é liquidado, nosso amigo tenta se livrar das visões, não consegue, tenta o suicídio, não consegue e finalmente se torna o Deus da Guerra, já que a vaga estava vaga (que redundância). Jogando God of War II consigo notar que nosso “herói” continua matando a esmo. Só pelo gosto de matar e guerrear. Então tive um tilt mental. Onde foram parar os sentimentos? Será que eu me enganei?
Eu gosto de um assassino, cruel, brutal, que não tem piedade por ninguém, e desafia os Deuses só para aumentar o seu ego. As vezes tenho medo de mim mesma, porque Kratos RULEZ e mesmo eu não sendo adepta ao caos causado pela guerra tenho grande carinho por esse personagem…
Acho que era isso…
Quanto a viagem para a Amazônia…isso é outra história, que espero que possa ser traduzida numa postagem…
Enquanto isso quero voltar a jogar God of War…Fui-me…
(The Mahanarva Girl = agora de volta da Amazônia)
Continuando a série videogames e aproveitando para comentar sobre personagens femininos…
Aproveitando a postagem da dona Galak sobre o acordo de paz com os videogames continuo a escrever sobre o assunto assaz deveras pertinente. Eu não precisei fazer as pazes com estas máquinas, que se tornam quase um vício psicológico, pois nunca entrei em guerra com elas…tenho me envolvido com vários jogos desde os primeiros Final Fantasy do SNES, Street Figthers, Samurais Shodow, Chrono Trigger, Sunset Riders (meu Deus que nostalgia suprema)

Tela Inicial (Iuuuuupyyyyyy *BANG*)
emuladores de Game Boy DS e várias outras listas de plataformas e

Minha frase preferida...
jogos que não é meu objetivo enumerar aqui. Atualmente tenho um N64 aposentado que só não passo adiante por causa de Zelda The Ocarina of Time (que na verdade nunca soube porque os jogos da série Zelda se chamavam Zelda, dado que, a princesa mal aparecia e o Link que sempre se ralava, nesse a coisa não é diferente mas o que mais me chama atenção é a princesa ter assumido um disfarce tomboy muito legal pois o Sheik é um personagem forte e marcante. Mas quando ele revela sua verdadeira identidade tudo desmorona e aquele estilo “princesa gritona por favor me salve” vem a tona. QUE RAIVA!!!)

Note Zelda e Sheik são a mesma pessoa...
Eu me pergunto: Porque personagens femininos nos videogames são tão podres? Jogabilidade podre? Frescura ao extremo? Pois as raras vezes que acho personagens femininos eles (elas) viram meus idolos. O mundo dos games não é feito de mulheres fortes com boa jogabilidade (infelizmente). Quero citar um exemplo recente: estou jogando Haunting Ground para PS2: a história de uma menina que sofre um acidente de carro, perde seus pais e acaba

Fiona (a histérica) e Hewie (meu herói canino)
acordando em uma mansão, digamos um pouco bizarra e macabra. O jogo todo é do tipo clique, descubra e explore e vários mistérios vão sendo revelados a medida que se avança, mas o que me deixou extremamente irritada é o fato da menina entrar em pânico com os “habitantes” do castelo (no momento um jardineiro parecido com o Slot que tenta te agarrar). A medida que o pânico aumenta tu vai perdendo o controle sobre a personagem, teu batimento cardíaco acelera e se não achares um bom lugar para se esconder você acaba sendo morta de maneira brutal. Bom, só isso??? O fato é que a personagem não faz nada para se defender (o máximo que ela tem é um pastor alemão branco que acaba valendo alguma coisa na arte de afugentar aberrações)…mais uma vez adorei o jogo mas sem sombra de dúvida mulheres são frágeis, gritonas e saem correndo a esmo quando o pânico se apossessa delas. QUE RAIVA!!!!!! Acabei descobrindo porque nunca me afeiçoei a personagens do sexo feminino…isso remonta há decádas de decepção…e descobri porque gosto tanto de ter um companheiro animal

Galford e Puppy
zanzando por perto tanto no video-game quanto no RPG e quanto na vida real. Por isso eu sempre jogava Samurai Shodown com o Galford ehehehehehe.
Mas o ponto não é esse: mulheres, meninas, senhoras, senhoritas ainda luto por uma tendência heróica e forte da nossa parte. Chega de lágrimas e resmungos, vamos empunhar a espada longa e enfrentar o dragão ou nazgul (ou o que quiser que seja)…
Era isso…
By Mahanarva

Apesar de gostar de RPG não tenho muitas grandes experiências em campanhas duradouras, pois nossas campanhas gaúchas nunca foram além de uma simples idéia ou do primeiro capítulo da jornada. Pois bem, tudo começou com uma ficha de D&D que casualmente enxerguei sobre a mesa do bárbaro Histo Nunov (não vou usar nomes verdadeiros para que não sejam cobrados direitos autorais). Logo me empolguei com a ficha e perguntei extasiada.