Feliz Dia das Mães Nerd!
Olá pessoas!
Como vão vocês? Eu estou bem desaparecida daqui (não sem muitos xingões da AleGalak por isso), mas tem acontecido muitas coisas ultimamente… (me mudei para outro estado, começo do doutorado, etc.).
Agora estou em casa, junto da minha família e mega-master sentimental. Logo, gostaria de deixar a minha singela mensagem para o dia de hoje:
FELIZ DIA DAS MÃES!!
Mas…como seria o dia das mães nerd?
Hum…por exemplo aqui em casa. Eu não comprei nenhum presente pra minha mãe (sabe como é, a bolsa não saiu ainda), mas baixei os últimos episódios do Castle e do Supernatural pra minha mãe assistir (sim, ela é muito fã do escritor excêntrico e dos irmãos Winchester).
Legal é observar que ambas as séries tem uma presença marcante de mães.
Martha Rogers, a mãe do escritor Rick Castle, é uma atriz vaidosa que mora com seu filho e vive constantemente aconselhando-o sobre seus problemas profissionais e afetivos (principalmente no que tange a detetive Beckett); e Mary Winchester, a caçadora que só queria ter uma família e uma vida normal mãe protetora de Dean e Sam, que se sacrificou no melhor estilo Lilly Evans para proteger os filhotes.


Já minha irmã, ao invés de estar curtindo o dia das mães numa boa, tranquilamente, está instalando o Lego Star Wars 3: The Clone Wars, no computador para que sua prole possa jogar.
Enfim, as nerdices não abandonam as mães nem no seu dia.
Fica meu parabéns aqui para a Vanessa Zanini, mais uma das nossas mamães nerds e todas as mamães nerds que acessam o Vergonha das Princesas.
Um beijo,
Ju Galak
Eventos nerds em família… o primeiro de muitos.
Então meus amigues, cá estou após muito tempo (hiatos criativos são uma constante em minha vida) digerindo uma pizza crua e borrachuda que o motoboy se perdeu para entregar e contando como foi a minha tarde de sábado.
Não sei qual é o hábito de vocês de ir a eventos de anime/ mangá/ rpg/ ficção científica/ quadrinhos/ insira a nerdice de sua preferência aqui. Eu, particularmente, fui poucas vezes, quando começaram a surgir eventos do gênero aqui em Porto Alegre. E já era uma burra velha, com 16, 17 anos na cara. Depois entrei na faculdade, e a biologia começou a consumir integralmente meu tempo. Parei de escrever, desenhar…e a ir a eventos bacaninhas como esses.
Por que eu acho legal?
Por tudo! Por ter um monte de gente louca e que gosta das mesmas coisas que eu, felizes (algumas fantasiadas), e sem vergonha de expressar todo seu apreço por determinado tema. Workshops, salas temáticas, palestras, entrevistas, apresentações, stands com bugigangas legais e cosplays. É algo que eu gostaria de ter participado quando criança.
Bom, aí chegamos ao ponto da minha tarde de hoje. Minha irmã e eu levamos os pequenos 01 e 02 ao seu primeiro evento de anime. Zero-um e Zero-dois contam atualmente com seis e três anos, e são muito fãs de Star Wars (claro que com certa influência da mãe e tia, mas é fato que os dois gostam muito). Eles pediram que minha irmã fizesse roupas de jedi para eles: 01 de Anakin Skywalker e 02 de Obi-Wan Kenobi. Eu os presenteei com os sabres de luz, pelo dia das crianças.
E lá fomos nós para o AnimeXtreme, no La Salle São João, para nossos pequenos jedis conhecerem um evento desse tipo. Chegando lá, nos deparamos com uma situação a qual não tínhamos pensado.
Muitas fotos. Não prevemos a vergonha dos pequenos jedis em relação aos flashs. Zero-dois depois de algum tempo se soltou mais, enquanto Zero-um, mais tímido, ficou mais reservado e emburrado (como bom Anakin que é). Comentários deles após o evento: “É legal…mas não imaginei que tivesse tanta gente!”
Zero-um e Zero-dois visitaram felizes a sala do Conselho Jedi RS (principal objetivo deles no evento) e foram convidados para ir a JediCon RS. Eu os avisei que lá vai ter muito mais gente, mas eles estão animadíssimos para ir.
Bom, gente. Era isso. Ficam aí algumas fotos do evento.
Ju Galak
E quem mais estava por lá??
Vincent Valentine (Final Fantasy VII)
E até a turma do Chaves e Chapolim.
Sem falar na Fler e na Éris (Saint Seiya) fazendo um bico no evento!
E para finalizar, a tia coruja curtindo seu afilhado. ^____^
Maybe you’re my love
Buenas gente! Para quem não sabe estou na retíssima final do mestrado o que faz com que este ser preguiçoso apareça cada vez com menos freqüência ainda do que o normal.
Mas para uma escapulida a gente abre uma exceção.
É público e notório o meu apreço por animes desde a infância (influenciada por minha digníssima irmã que assistia Speed Racer, Macross e Capitão Harlock e a nave Arcádia). Depois veio Cavaleiros do Zodíaco e daí descambei de vez para o lado negro dos desenhos de olhos gigantes.
Nessas andanças aí de arrancar os tufos de cabelo por causa da dissertação, minha irmã do alto de sua sabedoria de irmã mais velha, disse: “Guria, não enche o saco e vai assistir um shoujo para aliviar as idéias.”
E foi assim que acabei conhecendo Ouran High School Host Club (ou como é conhecido por aqui, Colégio Ouran).
Fazendo o resumo resumido (até porque isso aqui não é uma resenha) a história é a seguinte: Haruhi, garota nerd e pobre ganha bolsa de estudos num colégio de ricaços (o tal do Ouran). Ela não tem dinheiro para comprar o uniforme (entãovai para aula com as roupas do pai) e cortou os cabelos bem curtos porque um menino colou chiclete no cabelo dela. Ao procurar um lugar para estudar nossa heroína se depara com o clube de anfitriões (preguiça de explicar, vá procurar na Wikipédia) do colégio Ouran, onde seus integrantes a confundem com um menino. Ela, muito estabanada, acaba quebrando um vaso que o clube iria leiloar, ficando em dívida com eles. Com isso, a pobre Haruhi passa a trabalhar para o clube para pagar sua dívida e decidem que ela também trabalhará como anfitrião. É claro que ao final do primeiro episódio todos integrantes do Host Club já haviam percebido que Haruhi era uma menina, com a exceção de Tamaki, o excêntrico e abobalhado “rei” do Host Club que acaba se tornando o principal interesse romântico da história.
Tá, mas não era disso que eu queria falar. A abertura do anime tem uma música kawaii e grudenta, daquelas que até meus pobres sobrinhos cantarolam enquanto estão brincando (eles também cantarolam o tema do Darth Vader). E a apresentação dos personagens é tão legal que fizeram diversas paródias com personagens de outros animes e jogos de videogame.
Eis a abertura original do Ouran High School Host Club:
Mas e se fossem os personagens de D-Gray Man?
E como ficaria com os personagens de Heart no Kuni no Alice?
Com vocês, a minha versão preferida: FF VII, Crisis Core e Dirge of Cerberus, todo mundo juntinho ^_^
E por hoje é só, pe-pessoal.
Ju Galak
Yes we can.
Depois dessa até eu acredito em um mundo melhor.
Pois é, as coisas estão meio empoeiradas por aqui, mas não viramos múmias, nem zumbis, nem fomos abduzidas ou amaldiçoadas. No meio de tantos filmes legais, e livros, e mangá, e animes, e comics, e jogos, e séries… enfim, dá preguiça de escrever (muahuahauhauha). A vergonha das princesas está de volta e agora com um time maior.
Maiores informações em breve.
Ju Galak
O problema da felicidade é que ela era chata
Olá pessoas! Venho aqui hoje para tratar de um tema um tanto atípico para este blog: comportamento humano.
Na verdade esse texto tem muito mais a ver com o “Devaneios de Uma Mente Dadaísta”, mas dada à temática nerd da coisa, resolvi trazê-lo para cá.
Essa idéia me ocorreu dada a minha descoberta acidental do final da quarta temporada da série Dexter (série a qual recém comecei a assistir a terceira temporada).
Se NÃO QUISER LER O SPOILER PULE ESSE PARÁGRAFO (obrigada!). Então, fiquei sabendo que a Rita, atual mulé do Dexter e mãe do filho dele, foi assassinada.
Certo, não é esse o ponto. O ponto são os comentários das pessoas: ainda bem que mataram ela, a série tava um saco, tava muito chata, o Dexter lá com a vidinha normal dele.
Então…por que um serial killer de um seriado não poderia ter uma vidinha normal? É, bom emprego, esposa que ama, filhos. Felicidade.
Aí vocês me dirão, ah, porque o enredo da série vai ficar cansativo e desinteressante.
Fato.
Mas nós, serezinhos humanos e detestáveis, só nos entretemos com a desgraça alheia. Já viu algum super-herói feliz?
- Batman teve os pais assassinados em um assalto;
- Peter Parker se culpa pela morte do tio Ben;
- Demolidor ficou cego;
- Justiceiro teve a família assasinada;
- Magneto teve a filha morta num incêndio provocado pelos vizinhos;
- muitos X-men têm família mas tiveram suas vidas completamente bagunçadas pelo preconceito pelo qual foram atingidos.
- Mesmo aqueles que têm família, como o Indiana Jones, teve seus problemas de relacionamento com seu pai.
- Luke Skywalker não conheceu os pais e viu seus tios fritos na entrada de casa.
- O próprio Vader salvou a mãe seqüestrada e ela acabou empacotando.
- Harry Potter teve seus pais assassinados quando tinha um ano e foi criado por uma tia que detestava ele.
- Hércules num acesso de fúria provocado por Hera, matou a esposa e filhos.
- Ulisses, que tinha uma família, levou dez anos para retornar para casa após a guerra de Tróia e não viu o filho crescer.
- Ariadne, que se apaixonou por Teseu e o ajudou a sair do labirinto do Minotauro, foi abandonada logo após isso.
- Arthur teve um filho com a irmã que se tornou seu inimigo (e isso é só o que veio à minha mente agora).
Resumindo, que herói é feliz?
(Talvez o Reed e a Sue sejam felizes)
Ah, mas isso faz parte da trajetória do herói, vocês dirão. Pensando racionalmente, que protagonista de qualquer aventura iria se expôr a perigos inenarráveis, comprometendo a segurança das pessoas que ama. O que torna a vida acomodada e tranquila, do ponto de vista do leitor/espectador, chata.
O cacete.
A verdade é que sem problemas (dos outros) achamos a vida um tédio. Mas quero ver quem vai achar graça de perder o emprego ou um ente querido para tornar sua história mais interessante.
Será que a felicidade é realmente tão entediante? Será que não podemos aprender nada com a rotina?
É claro que não estou falando de comédias românticas, isso seria o outro extremo do irreal. Mas me recordo do filme Trainspotting e lembro que tudo que o personagem principal criticava no início do filme era tudo que ele almejava no final (ótima atuação do Ewan McGregor, aliás); ou do Clube da Luta, sobre um cara que tinha tudo materialmente, e não tinha nada.
E será que no final das contas não é isso?
Porque buscamos tanto segurança financeira e felicidade afetiva se criticamos tanto e fugimos disso em nossos meios de entretenimento?
Roteiristas, escritores, whatever: chutem o pau da barraca!
Chega de conflitos trágicos clichês. Uma história não precisa ser trágica para ser interessante (creio que Shakespeare discordaria, mas enfim…).
Vocês conseguem mais do que isso.
By Ju Galak
Causos de RPG parte 4 – Draco Dormiens Nunquam Titillandus
Meus caros, finalmente chegando à última (por ora) peripécia RPGística desta série, venho contar-lhes a história de Sardinhas Perigoso Feijão Bronzeado Intenso.
No verão de 2006, creio eu, estavam meus amigos e eu passando as férias na mesma fatídica praia citada no post anterior (começo a acreditar que tal local apresente condições ótimas para a prática desse jogo. Sugiro inclusive estudos a respeito).
Era uma aventura um tanto caótica e inusitada: os mestres se revezavam a cada período de tempo (intervalo esse igualmente arbitrário) e a narrativa ficou completamente confusa, com personagens indo e vindo a todo o momento. Era uma graça: toda vez que trocava o mestre era como se abrisse um void e um personagem jogador reaparecia.
Chego eu na casa desses seres para jogar conversa fora e acabei me metendo na confusão.
“Quer jogar, Ju?”
“Tá, me diz aí os personagens que já tem”
Havia um monge, um mago e um bardo (cheguei no momento em que o bardo estava mestrando).
Fiquei pensando “com o que diabos não joguei ainda…”
“Ah, faz uma druida aí”
Não sei se foi pelo fato da história ser desordenada demais, estar mais para Matar, Pilhar e Destruir e eu não saber ainda usar os recursos que um druida pode oferecer, não curti muito jogar com essa classe (mas eu tinha uma cimitarra e isso era afudê).
Aconteceram muitas coisas malucas: eu me esquentei e matei três homens lagartos que estavam nos ameaçando sem necessidade e daí o mestre tirou meus poderes temporariamente (“Isso é coisa que um druida faça?” “ Mas…mas…eu sou caótico neutro”. Fiquei na geladeira por um tempo, mas precisavam de mim); eu tinha três lobos e OS TRÊS morreram num desabamento porque o mestre quis (“Ah, não…tu ta muito apelona com esses três lobos aí”); sem falar nas mudanças de ambiente por causa dos portais malucos.

"Tá bom, mas não se irrite."
Enfim, o monge foi mestrar (o cara que matou meus lobos).
O cara simplesmente nos jogou dentro do covil de um dragão adormecido.

"FUUUUUUUUUUUUUUUUUU"
E precisávamos pegar o ovo dele. Agora não me lembro direito, mas tínhamos um plano de fazer o dragão ingerir algum explosivo, algo assim (maldita memória que falta nessas horas, se o bardo ler isso poderá esclarecer).
Então a estratégia era: eu batia no dragão, o mago, imaterial, implantava o explosivo no dragão (e agora veio algum flashback bizarro na memória envolvendo um cachorro conjurado com explosivos inseridos em seu corpo para o dragão comer) e o bardo, bem, o bardo fazia o que podia, né?
Ah, o bardo. O bardo tinha um rato, e seu nome era Sardinhas Perigoso Feijão Bronzeado Intenso (realmente não lembro se a ordem dos nomes era essa). Era uma homenagem a três dos roedores falantes e sapientes de “O Fabuloso Maurício e seus Roedores Letrados”, do Terry Pratchett. Sardinhas tinha um chapéu de palha e sapateava muito bem, além de poder fazer ataques com os seus dentes.
A questão é que nosso plano não deu certo, o dragão acordou, o mago (filho duma p#$@) permaneceu imaterial a batalha inteira, sem participar, e eu e o bardo apanhamos muito.
Quando estávamos no bico do corvo (e o dragão também), o bardo diz: o Sardinhas ataca!
E com sua mordida de 1pv (ou menos) de dano, o dragão tomba.
Sardinhas, feliz, começa a dançar. Usou o couro do dragão que abateu para fazer uma armadura. E o bardo diz que vai cantar por todos lugares a história daquele rato: Sardinhas Perigoso Feijão Bronzeado Intenso Sapateador de Dragões.

Te mete com o rato.
P.S.: e o ovo. Pois é, o ovo. Seguimos viagem com o ovo e a essa altura o mago já havia retornado. Em um momento que o ovo estava sob minha guarda, o mago tenta roubar o ovo de mim, só que eu percebo. O mestre pergunta “o que tu vai fazer?” “Vou decepar a mão dele com a minha cimitarra” “O quê???” “É isso aí.”
Nada que uma falha crítica não resolva. A cimitarra voou da minha mão quando eu desferi o golpe (acho que errei a tendência, devia ter jogado como caótico mau).
By Ju Galak
Causos de RPG parte 3 – O riso histérico de Tasha
Olá, eu poderia estar roubando, matando ou trabalhando, mas estou aqui para contar mais uma de minhas pataquadas envolvendo RPG.
Essa se trata de um período mais recente…lá pelos idos de 2005, acho, já estava na faculdade (e estranhamente essa história que é mais recente me recordo de menos detalhes).
Era um belo feriado de novembro e eu havia visitado o laboratório de entomologia e feito meu censo diário dos besourinhos e torcendo para que eles morressem logo de uma vez (meu primeiro trabalho de iniciação científica foi com ciclo vital de pragas de grãos armazenados. Só não esperava que a forma adulta dos “bissos” fossem viver um ano!). Após tão entusiasmado evento me dirigi até a casa da Mahanarva Girl para começar uma campanha de D&D com o pessoal do laboratório e convidados (que, devido a indisciplina coletiva, não perdurou). Estávamos lá, naquela situação básica de sempre de mestre que não sabe muito bem como arranjar um pretexto para reunir os personagens jogadores. “Vocês estavam numa taverna e…”

"Bom, vocês estavam em uma taverna e...e...e...e apareceu um tarrasque!" "Whaaaat?"
Realmente, estávamos em uma taverna. Só que eu era uma barda feliz e saltitante de carisma 18 que passava 87,45% do tempo bêbada e tocando violino. Adoravelmente insuportável. Nunca fui muito chegada a jogar com bardos, mas estava pela diversão, uma vez que já havia um mago e uma ranger no grupo (a Srta. Mahanarva).
Tínhamos uma ranger quieta e misteriosa, um mago azedo e arrogante e uma barda que parecia a Pollyanna. Óbvio que não ia dar certo.
O mago e eu fomos acometidos por algo que ocorre espontaneamente com muito mais freqüência do que se imagina, principalmente entre jogadores que não se conhecem: empatia reversa (a.k.a. antipatia ou “eu não fui com a lata daquele cara”).
Eis que durante uma viagem de barco na qual estávamos indo para o nosso grande destino, que era ir até a torre do mago mestre do mago chato para pedir ajuda (ou penico), precisávamos de um item. Que estava com o mago. E o mago não queria nos dar. Então eu inventei de fuçar nas coisas do mago, falhei no teste, ele percebeu e me lançou “O riso histérico de Tasha”. E eu pensei “mas que grande filho da p*&% você, hein?”
Para quem não sabe (inclusive eu, até ser atingida pela magia), o Riso Histérico de Tasha te deixa gargalhando sem motivo algum e o alvo perde ações por 1d3 rodadas (que no meu caso eram 3 rodadas).
Foi o maior erro que ele poderia ter cometido naquela tarde.
Só que eu fiquei rindo mesmo. Gargalhando. Por uns dez minutos ininterruptamente. Tudo que falavam para mim eu ria. Eu ria, me perguntavam o que estava acontecendo, eu apontava para o mago e continuava rindo. Fiquei incomunicável por um bom intervalo de tempo e o mago ficou muito, mas muito puto.
E graças a ele eu ainda ganhei um bom XP por interpretação. ^____^

Rá! Salci fufu!
By Ju Galak
Causos de RPG parte 2 – O javali do anão
Olá povo!Cá estou novamente para narrar fatos (semi) engraçados ou (nem tanto)curiosos ou meramente desperdiçadores de tempo para vocês. Então vamos passear na floresta enquanto a Mahanarva Girl não vem, ou enquanto a Mahanarva Girl passeia na floresta vamos saber de mais um causo de RPG.
Esse causo trata-se da primeira vez que joguei RPG na vida. Estava passando as férias de inverno na fatídica praia do post anterior. Estava na casa dum amigo do meu pai, onde ele estava ficando até terminar de construir sua casa. E tinha uma galera na casa, porque estavam os dois filhos do amigo dele mais dois amigos. E, obviamente, como eu era guria e a mais nova (estava com 12, enquanto eles tinham entre 14 e 16) viviam me enchendo o saco. Eu passava as tardes solita jogando meu mega drive. Enfim um dia perceberam que aquela trollagem não levava a nada e me convidaram para jogar uma aventura de AD&D.
Fiquei tri faceira, estava sendo incluída no grupo. E então resolvi jogar com uma personagem maga. Quando estava construindo o personagem, o mestre disse: pega a perícia “cozinhar”. E eu “mas pra que cozinhar? Ninguém sabe cozinhar?”
Ao passo que ele diz: “Jogar uma carne no fogo todo mundo sabe, mas só com essa perícia tu pode fazer um banquete para um rei”.
“Eu sou uma maga….para que eu quero fazer um banquete?”
“Tu ainda pode salvar a vida do teu grupo com isso”.
“Mas não pode ser outro personagem?”
Ao passo que um jogador diz: “Não Ju, tu é a mulé do grupo, por isso tem que ser tu.”
(Cooking Mama feelings)
“Ta, bom. Me dá essa merda aí.”

Let's cook!
Nosso grupo consistia de dois magos, um humano (eu) e um elfo chamado Merlin XB (nem pergunte o que diabos se passava na cabeça desse ser; passei a aventura inteira zoando o cara chamando-o de Kamen Rider Black RX), e dois guerreiros, um humano e um anão. O anão ainda encasquetou com a peculiaridade de que ele queria um javali como montaria. O mestre: “então ta, tu quer um javali, beleza, toma o teu javali.”
O fato de todos serem de primeiro nível e um tanto inexperientes fez com que nos metêssemos em muitas encrencas. Fazíamos coisas estúpidas como ser acertados por lágrimas de Beholder, e eu não agüentava mais só ter “dardos místicos” e “mãos flamejantes”. Eis que numa dessas ficamos perdidos, exaustos, feridos e famintos no meio duma floresta, à noite. Não tínhamos mais o que fazer, íamos capotar. Buscamos coletar algum fruto, caçar algum pequeno animal.
Subitamente, todos nós tivemos a mesma idéia maligna e nos entreolhamos, com exceção do anão (que não era burro nem nada). Ele apenas gritou:
- O MEU JAVALI NÃO!

Deu pra ti, Pumba!
Mas não foi ouvido. O guerreiro nocauteou o anão e o amarramos em uma árvore. Abateram o javali, e eu o preparei no capricho. Quando o anão despertou tínhamos guardado um pernil de seu pobre bicho para ele.
By Ju Galak
Causos de RPG parte 1 – Xena, a amazona faxineira
Era uma vez um veraneio lá pelos idos de mil novecentos e muitos, quando esta que vos fala contava com 13 anos. Estava passando as férias de verão na casa de meu pai, em um balneário do litoral norte do Rio Grande do Sul.
Naquela época, roliça e pálida como uma larva de mosca, a última coisa que desejava na vida era expor a minha pança albina em um biquíni no meio de um turbilhão de gente e guarda-sóis, sapateando sobre tatuíras furiosas.

"Vai uma prainha aí?"
Não é que eu não gostasse de praia. Eu gostava sim, mas após as 17 horas quando o sol não era mais tão intenso e eu mergulhar tranqüila na água gelada, caminhar na beira do mar para catar moluscos interessantes e coisas afins (sempre muito bem protegida por alguma camiseta preta de banda até os joelhos).

"Nah....valeu."
Acordar cedo? Nem pensar! Eu ficava lendo até às 4 horas da matina, como ia acordar cedo? Eu tinha boa música, bons livros, HQ’s, comida e jogos no PC. Para que diabos eu ia querer ir à praia?
Meu pai não sabia o que fazer comigo.
Eis que aparecem meus amigos. Sim, as criaturas responsáveis por eu ter começado a jogar RPG nas férias de inverno do ano anterior.
- Daê Ju, a gente vai começar a jogar uma nova campanha semana que vem, ta a fim de participar?

"Elementar, meu caro Watson."
Certo. Era a atividade que faltava para as férias ideais da nerd adolescente.
Só que meu pai não entendia isso. Ele queria uma filha saudável e bronzeada que acordasse cedo nas férias e respirasse o ar puro da manhã (ah, e que andasse com meninas também).
Daí começou o meu inferno. Ele vivia implicando comigo quando eu ia jogar, porque eu passava as tardes inteiras fora e com um bando de guris. Até que ele descobriu uma maneira bem simples de resolver o problema.
- Tá, tu pode ir jogar, mas a tua prima vai junto.
E assim começou uma das aventuras mais insólitas das quais participei.
Acontece que minha prima, como boa adolescente de 15 anos default, não tinha muita sacada para essas coisas, desse tal RPG (embora miraculosamente eu tenha conseguido convencê-la a assistir Cavaleiros do Zodíaco quando éramos pequenas, e ela amou. Tinha até bonequinhos). Então os guris começaram a pacientemente explicar para ela a dinâmica do jogo e o que ela deveria fazer (claro que eles deviam estar felicíssimos de ter uma moça senso stricto jogando….digo, alguém com um mínimo de vaidade e senso estético, que andasse de saias e passasse esmalte nas unhas).
- Então que tipo de personagem tu quer fazer?
- Como assim?
- É. Tu pode ser uma guerreira, uma clériga, uma maga…
- Ah, eu quero ser guerreira!
- Então ta. E qual vai ser teu nome.
Ela parou. E pensou…pensou….pensou…pensou. Não vinha nada. Todos estão apreensivos na mesa quando ela fala, confiante:
-Já sei! Xena!

É, seu Jean Luc, cada coisa que se vê nessa vida...
Desnecessário dizer que o riso foi geral. Inclusive dela. Ninguém estava esperando por isso. A verdade é que ao longo das aventuras que jogamos, minha prima saiu-se muito bem. Agradeço até hoje por ela, mesmo não apreciando tanto a arte de jogar RPG (mais detalhes em outro post), ter despendido parte de seu tempo para que eu pudesse jogar, sem proibições de meu pai. Mas a parte em que ela tinha mais dificuldade era o roleplay.
- Na aventura anterior , vocês conseguiram salvar a cidade e graças à isso, ganharam casas para se estabelecerem por lá – Explica o mestre – É uma manhã calma e vocês estão em casa. O que estão fazendo?
- Estou polindo meu armamento e vou orar para minha Deusa – responde o paladino.
- Estou despertando em um galho em cima duma árvore, próxima da minha casa. Sabe como é, nunca me dei bem com casas. – respondo eu, que interpretava uma ranger que tinha fugido da família aos nove anos.
- E tu, Xena, que está fazendo
- Eu….eu….eu to limpando a casa!
- Quê??? – a mesa em uníssono.
- É gente, não dá pra viver só assim, tem que dar uma ajeitada na casa de vez em quando.
E assim nasceu a história de Xena, a amazona faxineira.

Masah, hein? Chegada numa limpeza...
By Ju Galak
Cadê todo mundo???
Olá pessoas!
Faz muito, muito, MUITO tempo que não escrevo aqui.
Vamos às desculpas esfarrapadas:
Primeiramente, terminei minhas disciplinas do mestrado e talz, então estou me concentrando (digo, tentando, ahahaha) nas questões relacionadas à “marvada” da dissertação. Como tenho lido mais sobre cigarrinhas e métodos filogenéticos do que qualquer coisa, acredito que vocês não estejam interessados nisso.

Não é o animal mais bonito que tu já viu? (Ok, não é neotropical, paciência...)
Como vocês também devem ter percebido, há algumas boas semanas a Mahanarva Girl não tem postado nada por aqui. Mas aonde ela anda?

Cadê?? Aonde??
Calma. Ela não foi abduzida por alienígenas nem está conspirando com Pink e Cérebro planos de dominação mundial (eu espero). Para quem não sabe, a Mahanarva Girl é uma intrépida doutoranda em entomologia (estudo dos insetos) que entre alguns intervalos do desenvolvimento de sua tese viaja por esse Brasil baguncil para coletar insetos (também conhecidos, segundo o Ju Galak’s Handbook of Entomology, como “bissos”).
Eis que dessa vez a dona Mahanarva está onde 9,5 entre 10 biólogos gostariam de visitar pelo menos um dia em suas vidas:
AMAZÔNIA.

WHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOW
Sim, Mahanarva Girl foi até Manaus para de lá para o interior do estado do Amazonas para procurar os insetos mais interessantes e peculiares de lá.
Tá, mas o que tem lá?
A floresta amazônica. Precisa mais?
Tá, e eu com isso?
Vocês eu não sei, mas realizar esse tipo de viagem acarreta em uma série de experiências paralelas bem interessantes. Até agora a dona Mahanarva relatou-me que segurou uma preguiça no colo, fez carinho em filhotes de peixe-boi e nadou como botos. Eu acho isso deveras legal.
Outra coisa legal é que estar em lugares diferentes assim implica em conhecer pessoas diferentes, das mais variadas origens.
E também há um lugar muito bacanudo por lá, chamado Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a.k.a. INPA. Então, no INPA fazem diversas pesquisas relacionadas à biodiversidade amazônica, inclusive na área de entomologia, o nosso amado estudo dos insetos. Quer saber mais? Vai aí ó http://www.inpa.gov.br/.
E a Mahanarva foi lá conhecer e ver qualé que é. E foi até o museu da instituição para procurar cigarrinhas. E achou. E achou as cigarrinhas da minha dissertação também e eu fiquei muito feliz com isso (hauhauhauhauhauha).

Ó o INPA aí.
Tá, e a Mahanarva Girl vai trazer bichos bacanas de lá?
Não sei, povo amigo. A última vez que falei com a nossa amiga (há uns 15 dias) ela relatou que estava uma b*&%@ para coletar pois as árvores são de porte muito grande, e os insetos bonitões ficam distantes do solo e da nossa diminuta existência. Então, a menos que tu sejas amigo de um Ent, as coisas podem complicar para o teu lado.
Bom, eu sei que essas informações não são tããããããããoooo nerds assim (quer dizer, são obviamente “nerd biológicas”) mas gostaria de dividir com vocês o que a gente faz quando não está lendo HQ nem jogando videogame. E como a Mahanarva Girl vai ficar até final de setembro no mato, vocês vão ter me agüentar mais um pouquinho sem textos dela. Mas prometo que, como tenho lido coisas legais, logo sai post novo.
Abraço a todos!
Ju Galak















